Urbanismo ecológico na América Latina

Novidade

Mohsen Mostafavi, Gareth Doherty, Marina Correia, Ana María Durán Calisto e Luis Valenzuela (eds.)

Urbanismo ecológico é uma iniciativa da Graduate School of Design da Harvard University que entende o projeto como uma síntese capaz de conectar a ecologia ao urbanismo. A iniciativa tenta evidenciar métodos imaginativos e práticos para abordar as mudanças climáticas e a sustentabilidade no entorno urbano, entendendo a ecologia como um projeto ético e político que abarca o meio ambiente, não apenas como realidade física, mas também sob o aspecto das relações sociais e da subjetividade humana.”

Em 2014 foi publicado em espanhol e português o primeiro volume de Urbanismo ecológico, uma compilação dos textos surgidos dessa linha de pesquisa e ação urbanística da célebre universidade norte-americana. O surgimento daquele volume acarretou uma série de encontros e debates em diversos países da América Latina e o conjunto de ensaios e obras ora reunidos em Urbanismo ecológico na América Latina. Este novo volume, editado por Mohsen Mostafavi, Gareth Doherty, Marina Correia, Ana María Durán Calisto e Luis Valenzuela, apresenta a realidade complexa e poliédrica da América Latina com base em sete eixos temáticos – antecipar, colaborar, sentir, incluir, mobilizar, curar, adaptar –, dialogam com a publicação original, explorando novas interpretações.

Parques, sistemas fluviais, chinampas, São Paulo, Santiago, infraestruturas educacionais, mobilidade, agroecologia, Diana Wiesner, Elemental, Ermínia Maricato, Tomás Saraceno, Solano Benítez, Guilherme Wisnik, Teresa Moller, Carla Juaçaba… A multiplicidade de casos e abordagens contidos nesta obra oferece um panorama excepcional para o debate dos fenômenos urbanos e políticos sob o foco da ecologia e da sustentabilidade.

Moshen Mostafavi é arquiteto, educador, decano da Graduate School of Design (GSD) da Harvard University e catedrático de projetos Alexander and Victoria Wiley, focando o seu trabalho nos modos e processos de urbanização e na interface entre tecnologia e estética. Já participou do comitê diretor do prêmio Aga Khan de Arquitetura e foi um dos jurados da Holcim Foundation e da Medalha de Ouro do Royal Institute of British Architects (RIBA). Seus livros incluem La superficie de la arquitectura (2002), Approximations (2002), Landscape Urbanism (2004) y Structure as Space (2006).

Gareth Doherty é diretor do programa de Mestrado em Arquitetura da Paisagem e professor associado de Arquitectura Paisagista na Harvard University Graduate School of Design.

Marina Correia é arquiteta e professora de projeto de arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui título de doutorado pela Universidade de São Paulo, mestrado pela Graduate School of Design (GSD) da Harvard University e bacharelado pela City University de Nova York.

Ana María Durán Calisto é arquiteta, urbanista e planejadora ambiental formada pela Universidad San Francisco de Quito e pela University of Pennsylvania e cofundadora do Estudio A0, Quito, Equador.

Luis Valenzuela é pesquisador associado do Centro para Conflito Social e Estudos de Coesão, Diretor do Centro de Inteligência Territorial da Universidad Adolfo Ibáñez, Santiago de Chile, e professor-titular do Design LAB dessa instituição.

 

Descrição técnica do livro:

17 x 24,5 cm
306 páginas
Espanhol, Português
ISBN/EAN: 9788425229480
Cartonada
2019
Descrição
Descrição

Detalhes

Mohsen Mostafavi, Gareth Doherty, Marina Correia, Ana María Durán Calisto e Luis Valenzuela (eds.)

Urbanismo ecológico é uma iniciativa da Graduate School of Design da Harvard University que entende o projeto como uma síntese capaz de conectar a ecologia ao urbanismo. A iniciativa tenta evidenciar métodos imaginativos e práticos para abordar as mudanças climáticas e a sustentabilidade no entorno urbano, entendendo a ecologia como um projeto ético e político que abarca o meio ambiente, não apenas como realidade física, mas também sob o aspecto das relações sociais e da subjetividade humana.”

Em 2014 foi publicado em espanhol e português o primeiro volume de Urbanismo ecológico, uma compilação dos textos surgidos dessa linha de pesquisa e ação urbanística da célebre universidade norte-americana. O surgimento daquele volume acarretou uma série de encontros e debates em diversos países da América Latina e o conjunto de ensaios e obras ora reunidos em Urbanismo ecológico na América Latina. Este novo volume, editado por Mohsen Mostafavi, Gareth Doherty, Marina Correia, Ana María Durán Calisto e Luis Valenzuela, apresenta a realidade complexa e poliédrica da América Latina com base em sete eixos temáticos – antecipar, colaborar, sentir, incluir, mobilizar, curar, adaptar –, dialogam com a publicação original, explorando novas interpretações.

Parques, sistemas fluviais, chinampas, São Paulo, Santiago, infraestruturas educacionais, mobilidade, agroecologia, Diana Wiesner, Elemental, Ermínia Maricato, Tomás Saraceno, Solano Benítez, Guilherme Wisnik, Teresa Moller, Carla Juaçaba… A multiplicidade de casos e abordagens contidos nesta obra oferece um panorama excepcional para o debate dos fenômenos urbanos e políticos sob o foco da ecologia e da sustentabilidade.

Moshen Mostafavi é arquiteto, educador, decano da Graduate School of Design (GSD) da Harvard University e catedrático de projetos Alexander and Victoria Wiley, focando o seu trabalho nos modos e processos de urbanização e na interface entre tecnologia e estética. Já participou do comitê diretor do prêmio Aga Khan de Arquitetura e foi um dos jurados da Holcim Foundation e da Medalha de Ouro do Royal Institute of British Architects (RIBA). Seus livros incluem La superficie de la arquitectura (2002), Approximations (2002), Landscape Urbanism (2004) y Structure as Space (2006).

Gareth Doherty é diretor do programa de Mestrado em Arquitetura da Paisagem e professor associado de Arquitectura Paisagista na Harvard University Graduate School of Design.

Marina Correia é arquiteta e professora de projeto de arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui título de doutorado pela Universidade de São Paulo, mestrado pela Graduate School of Design (GSD) da Harvard University e bacharelado pela City University de Nova York.

Ana María Durán Calisto é arquiteta, urbanista e planejadora ambiental formada pela Universidad San Francisco de Quito e pela University of Pennsylvania e cofundadora do Estudio A0, Quito, Equador.

Luis Valenzuela é pesquisador associado do Centro para Conflito Social e Estudos de Coesão, Diretor do Centro de Inteligência Territorial da Universidad Adolfo Ibáñez, Santiago de Chile, e professor-titular do Design LAB dessa instituição.

 

Índice
Índice

Sumário

Introdução. Marina Correia
Fotografias. Leonardo Finotti

Antecipar

México cidade futura. Teodoro González de León, Alberto Kalach, Juan Cordero, Gustavo Lipkau, Futura Desarrollo Urbano SC
Parque verde metropolitano La Carlota. Manuel Delgado Arteaga, Jorge Pérez Jaramillo, OPUS - Oficina de Proyectos Urbanos
Edifícios, ambiente construído e as relações intrínsecas do desempenho ambiental. Joana Carla Soares Gonçalves
São Paulo Metrópole Fluvial. Grupo Metrópole Fluvial, FAUUSP
Paisagens energéticas globais. Stéfano Romagnoli, Tomás Pont, Juan Cruz Serafini
Novo(s) Mundo(s). Ciro Najle
Árvores. Flavio Sciaraffia Márquez
Paisagens emergentes em Santiago do Chile de 1831. Romy Hecht
Urbanismos metabólicos em madeira. Tomás Folch, Daniel Ibáñez

Colaborar

Iluminai os terreiros. Nuno Ramos
Workshop I. Cambrigde (Mass.), 2017
Parque Centro Cultural Julio Mario Santodomingo. Diana Wiesner, Arquitectura y Paisaje EU
Cultivando Água Boa. Itaipu Binacional
Quito e suas depressões. Handel Guayasamín
Workshop II. Santiago, 2017
Sustentabilidade acidental. habana[re]generación
Rio + verde, da floresta ao mar. Cecilia Herzog, Pierre-André Martin, Anouck Barcat, Lourdes Zunino Rosa, Daniela Kussama, Ana Cecília Meirelles, Joanna Alimonda

Sentir

Punta Pite. Estudio del Paisaje Teresa Moller y Asociados
Symbiosis. Arquitetos Associados
Redesenho urbano do entorno da Praça da Liberdade. Alexandre Brasil, André Prado, Bruno Santa Cecilia, Carlos Alberto Maciel
A Idade do Ferro. Rodrigo Pérez de Arce
Sede do Instituto Socioambiental. Brasil Arquitetura
Bem dito. Solano Benítez
O lugar da memória, da tolerância e da inclusão social. Barclay & Crousse Arquitectos
Centro cultural Córdoba. Iván Castañeda, Alejandro Cohen, Cristián Nanzer, Inés Elena Saal, Juan Salassa, Santiago Tissot
Conjunto Urbano Gabriel Palma. Francisco Izquierdo Arquitectos, Sofía Armanet, Tomás Folch / Paisaje Urbano PAUR

Incluir

Praça no Lajeado. Anita Freire, Cesar Shundi Iwamizu, Geórgia Lobo, Guilherme Petrela, Marina Colonelli, Moracy Amaral
Seguindo os vestígios da água. Alejandro Echeverri
Programa Cidades Sustentáveis. Rede Nossa São Paulo
Apenas a paisagem. Pablo Allard
ZL Vórtice. Nelson Brissac Peixoto (coord.)
Arena do Morro. Herzog & de Meuron
Campus de Educação Integral. Instituto Arapyaú, Ana Beatriz Goulart de Faria
Rapa Nui 5 ideas. Mario Marchant
Tanques de água como parques públicos. Departamento de Intervenções Urbanas Sustentáveis da EPM
Urbanização da favela do Sapé. Base Urbana

Mobilizar

Cor aditiva/indução cromática. Carlos Cruz-Diez
Mapocho 42K. Escuela de Arquitectura de la Pontificia Universidad Católica de Chile/Mario Pérez de Arce
Mapocho pedalável. Tomás Echiburú Altamirano, Osvaldo Larraín Jory
Novos paradigmas de mobilidade e a questão da equidade. Diane E. Davis
Escola na Amazônia. Rolando Aparicio Otero
Creo Antofagasta. Patricio Pinto, Macarena Gaete, Nicole Rochette, Nicolás Sepúlveda, Armando Aguilera, Francisco Cooper, Francisco Ahumada, Felipe Fernández, Francisco Mendel, Rodrigo Carbacho, Pablo López
O urbanismo ecológico e as ilusões do global. Francisco Foot Hardman
Futura unidade do Instituto de Matemática Pura e Aplicada. spbr arquitetos
Habitação social e periferia. Nora Libertun de Duren
Parque urbano central. Cecilia Scholz
Oficina de florestas. Guilherme Wisnik
Praça de San Nicolás. OPUS - Oficina de Proyectos Urbanos
Nova Alameda Providencia. Lyon Bosch + Martic Arquitectos

Curar

O lançamento do Aerocene Explorer. Tomás Saraceno
Plano urbanístico Parque Dom Pedro II. Una Arquitetos
Parques do Rio Medellín. Sebastián Monsalve, Juan David Hoyos
A periferia: a cidade à beira da catástrofe. Nelson Brissac Peixoto
Parque hídrico La Quebradora. Instituto de Investigaciones Sociales UNAM
Corredor verde de Recreio. EMBYÁ-Paisagens & Ecossistemas/DEF Projetos
É possível uma agroecologia na metrópole do capitalismo periférico? Ermínia Maricato
Cerros isla. Fundación Cerros Isla
Renovação da orla de Plataforma-Itacaranha. A&P Arquitetura e Urbanismo
Mercado 9 de Octubre e praça Rotary. Boris Albornoz – Arquitectura
Sistema modular de cobertura ReTire. John Osborne
PRES Constitución. Elemental
Praia de Las Palmas. EXTRA Arquitectura
Praça Victor Civita. Anna Dietzsch. DBB. Arquitetura da Convivência / Leviski Arquitetos
Coletores de nevoeiro. Pablo Osses, Pilar Cereceda / Centro UC Desierto de Atacama, Pontificia Universidad Católica de Chile
Parque Padre Renato Poblete. Boza Arquitectos

Adaptar

Pavilhão Humanidade. Carla Juaçaba
Plano Diretor do Centro Histórico de Assunção. Ecosistema Urbano Arquitectos
A cidade não é seus edifícios. José Luis Vallejo
Praça Huerto San Agustín. Esteban Jaramillo, Christine Van Sluys
Casa Maestro. C+P Arquitetura
O sistema de chinampas como modelo resiliente de urbanismo ecológico. Elena Tudela Rivadeneyra
Parque intercomunal La Hondonada. Urbe Arquitectos, Paisaje Vivo
Reparação do tecido urbano dos morros Toro e Santo Domingo. Mobil Arquitectos

Apêndices

Biografias
Créditos das ilustrações

Leia um trecho
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Introdução
Marina Correia

O desenvolvimento socioespacial da América Latina pode ser entendido como um projeto de reconciliação. Por meio de sua amplitude geográfica e heterogeneidade cultural é possível identificar um legado comum do processo de industrialização do século XX: uma modernização acelerada, deficiente e socialmente desigual. As práticas projetuais contemporâneas enfrentam simultaneamente os desafios de viabilizar inovações tecnológicas e democratizar a provisão de infraestruturas básicas. Essa dualidade latente nos territórios latino-americanos reivindica o ato de projetar como a reconciliação entre seu passado, exuberante e desigual, e a imaginação de futuros possíveis.

'Urbanismo ecológico' é uma iniciativa da Graduate School of Design (GSD) da Harvard University que entende o projeto como uma síntese capaz de conectar a ecologia e o urbanismo. A iniciativa buscou revelar métodos imaginativos e práticos para abordar a mudança climática e a sustentabilidade no ambiente urbano, concebendo a ecologia como um projeto ético-político, que engloba o meio ambiente não só em sua realidade física, mas também a partir de suas relações sociais e da subjetividade humana. Os projetos e debates teóricos apresentados aqui reúnem e expandem o conteúdo de uma série de encontros organizados após o lançamento da edição portuguesa do livro Urbanismo ecológico em 2014.

O desafio de integrar as consequências de um processo de modernização frágil ao desenvolvimento de novas estratégias projetuais capazes de contribuir para um ambiente urbano mais igualitário e sustentável é apresentado com evidência nos capítulos “Antecipar” e “Curar”. O conteúdo destes capítulos revela a dimensão espacial da desigualdade social e sua visibilidade. Identifica-se uma lacuna de conscientização e a necessidade de gerar mecanismos para evidenciar a espacialidade dos processos de exclusão social vigentes. Medir a desigualdade, mapear divisões físicas, políticas, educacionais e sociais invisíveis são passos fundamentais para ampliar o envolvimento de segmentos da sociedade que não interagem com os processos de transformação e democratização dos territórios latino-americanos. Em muitos países da América Latina, a visão da elite econômica, vinculada ao capital transnacional, não coincide com a da elite cultural. Essa fragmentação retarda a mobilização e reduz os recursos de ativismo, posto que os segmentos vulneráveis de nossas sociedades não interagem com as forças mais potentes que regem o desenvolvimento econômico. Urbanismo ecológico na América Latina sugere que o urbano e o político sejam discutidos como um único projeto, por meio da aproximação da governança e do desenho urbano.

Deveríamos discutir menos sobre o tipo de urbanismo propriamente dito e concentrarmo-nos mais na liderança política. Como participar da política se não contamos com a educação ambiental, se não temos acesso ao trabalho ou nem dá para ganhar a vida? É muito importante e necessário que as instituições comecem a trabalhar com a mensuração das desigualdades. Anita Berrizbeitia

Nos capítulos “Colaborar” e “Mobilizar”, destacamos as investigações sobre limites territoriais e mobilidade. Esses temas são abordados não apenas em dimensão espacial, mas também como processos vinculados à transformação social, a princípios de mobilização e à reinvindicação de cidadania. Nessas seções, incluímos práticas que foram capazes de conectar setores da sociedade que estão física ou politicamente desconectados. A mobilidade e a integração territorial da cidade a partir de suas periferias são preeminentes nos textos de Diane Davis, Ermínia Maricato e Nelson Brissac.

Os confins da cidade são um espaço indeterminado. Uma área que articula a cidade e o campo, o construído e a natureza, o utilizado e o descartado. A periferia parece distante, mas é o meio, o entre. Estar dentro, por entre as coisas. É o interstício, o terreno vago, ainda que densamente ocupado. Nelson Brissac

O capítulo “Incluir” foi introduzido com o intuito de evidenciar a necessidade de transpor as dinâmicas de exclusão que se revelam ainda crescentes na América Latina. Algumas práticas de grupos não governamentais autogeridos, políticas governamentais e iniciativas privadas são apresentadas como modelos capazes de potencializar a democratização socioespacial das cidades latino-americanas. O capítulo “Adaptar” reúne metodologias projetuais maleáveis, que buscam apreender as temporalidades do ambiente urbano, sua mutabilidade, e dinâmicas não estáticas. No capítulo “Sentir” apresentamos discursos contemporâneos que desafiam a frequente oposição entre as dimensões estética e social do projeto. Eles reiteram a importância do desenvolvimento de novos imaginários culturais, como uma investigação poética crítica, capazes de cruzar as fronteiras disciplinares entre arquitetura, artes visuais, política e literatura. Os projetos de Arquitetos Associados, Barclay & Crousse, Carla Juaçaba, spbr arquitetos e Teresa Moller, dentre outros, buscam equilibrar variáveis sólidas e efêmeras por meio de linguagens projetuais que tendem a simplicidade e a organizações sintéticas. O malabarismo entre o imaginário, a tecnologia e a economia se revela como uma virtude latino-americana, explícita nas práticas contemporâneas aqui reunidas. Os escritos de Giannina Braschi trazem um momento de inflexão sensorial, um encontro com a dimensão ficcional das disciplinas de urbanismo. As obras de Carlos Cruz-Diez, Nuno Ramos, Roberta Carvalho e Tomás Saraceno aparecem como manifestos, que revelam nuances de imaginários culturais e propõem novas fricções entre as forças éticas e estéticas que moldam o nosso meio urbano.

Sim, é certo. As perguntas não mudam a verdade. Mas lhe dão movimento. Giannina Braschi

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

 

 

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