Tadao Ando. Conversas com Michael Auping

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"Eu acho que toda grande arquitetura converge para um ponto de silêncio. É esta tranqüilidade que a consciência humana busca. Acho que as cidades de hoje são tão mais complicadas e densas que há uma necessidade real de criar espaços que sugiram solidão e libertade espiritual. E acho que isto se faz através de ordem e simplicidade, não de adornamentos sucessivos. Há que ser uma qualidade que as pessoas sintam inconscientemente, um sentido de percepção e contemplação. Se você prover a essência de espaço e forma, os indivíduos a completarão com a sua imaginação." -Tadao Ando

Este livro reúne sete entrevistas a Tadao Ando realizadas ao longo de quatro anos: de maio de 1998 a abril de 2002. Como motivo inicial, Auping buscava tratar do projeto para o museu de Fort Worth, porém, Tadao Ando expandiu imediatamente este foco, incluindo temas e tempos diversos: memórias de infância, estruturas construtivas tradicionais japonesa, luz e sombra, boxe, Louis Kahn, os infinitos tons de concreto, harmonia, equilíbrio, transparência e, logicamente, arquitetura.

Descrição técnica do livro:

14 x 20 cm
160 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788425219375
Brochura
2003
Descrição
Descrição

Detalhes

"Eu acho que toda grande arquitetura converge para um ponto de silêncio. É esta tranqüilidade que a consciência humana busca. Acho que as cidades de hoje são tão mais complicadas e densas que há uma necessidade real de criar espaços que sugiram solidão e libertade espiritual. E acho que isto se faz através de ordem e simplicidade, não de adornamentos sucessivos. Há que ser uma qualidade que as pessoas sintam inconscientemente, um sentido de percepção e contemplação. Se você prover a essência de espaço e forma, os indivíduos a completarão com a sua imaginação." -Tadao Ando

Este livro reúne sete entrevistas a Tadao Ando realizadas ao longo de quatro anos: de maio de 1998 a abril de 2002. Como motivo inicial, Auping buscava tratar do projeto para o museu de Fort Worth, porém, Tadao Ando expandiu imediatamente este foco, incluindo temas e tempos diversos: memórias de infância, estruturas construtivas tradicionais japonesa, luz e sombra, boxe, Louis Kahn, os infinitos tons de concreto, harmonia, equilíbrio, transparência e, logicamente, arquitetura.

Michael Auping
Índice
Índice

Conteúdo:
Introdução
13 de maio de 1998
30 de novembro de 1998
10 de outubro de 1999
8 de abril de 2000
18 de setembro de 2000
16 de maio de 2001
5 de abril de 2002
Leia um trecho
Leia um trecho
Introdução


Em abril de 1997, o arquiteto Tadao Ando foi selecionado para projetar o novo Museu de Arte Moderna de Fort Worth. Desde então, o arquiteto fez numerosas visitas a Fort Worth para se encontrar com o Comitê de Construção do Museu e a sua equipe, e discutir o projeto. Após um desses encontros, eu lhe perguntei se seria possível que, em sua próxima visita, ele reservasse um tempo para uma breve entrevista. Seguiram-se sete entrevistas em um período de quatro anos. Meu objetivo original era conversar sobre o projeto de Fort Worth. O arquiteto, porém, imediatamente ampliou este foco, incluindo temas que iam desde as crianças, os estudantes, o boxe, o Zen e o Panteão, até a feitura do concreto, Louis Kahn, a escuridão, os tatames e o pós-modernismo, entre outros.

Como se poderá perceber a partir dessas conversas, não sou um historiador da arquitetura, mas, no máximo, um estudioso entusiástico. Os diálogos a seguir são apresentados no intuito de oferecer, àqueles dentre nós que, ainda que não sejam especialistas em arquitetura, tenham interesse pelas obras de Tadao Ando, uma iniciação ou uma introdução à sua filosofia. Um dos aspectos mais impressionantes dessa filosofia é a sua insistência em conceber a arquitetura não como um complexo de estratégias estilísticas, mas, sim, como uma expressão básica da consciência, ou, como afirmou Le Corbusier (com cujo nome Tadao Ando batizou seu adorado cão, já falecido), uma reflexão profunda da "própria civilização". As raras referências de Tadao Ando à história da arquitetura encontram-se imersas na sua compreensão prática das necessidades humanas básicas e do fato de que o manuseio respeitoso dos materiais é capaz não apenas de conformar o espaço, mas também de dignificá-lo e aqueles que nele habitam.

A necessidade de imprimir uma emoção ou uma idéia à forma material -seja através das sutilezas do desenho, ou do peso do concreto- talvez seja a essência da sua personalidade. Este seu caráter físico reflete-se no fato de Tadao Ando estar sempre dese-nhando. Durante cada uma das entrevistas, que transcorreram na presença de um tradutor, invariavelmente o Tadao Ando tomava nas mãos uma caneta ou um creiom e começava a rabiscar, para exprimir um dado pensamento. Ao final de cada entrevista, eu guardava as folhas -não importa quão crípticas fossem- numa pasta. Muitos desses desenhos são aqui reproduzidos, próximos aos trechos das entrevistas em que foram elaborados. Em alguns casos, eles podem ser diretamente associados à idéia que o arquiteto estava expri-mindo. Outros, contudo, são mais abstratos, e parecem manter apenas uma relação oblíqua com a discussão. Visto nem sempre ser possível assegurarmo-nos a esse respeito, nós não os legendamos, preferindo deixar que os leitores estabeleçam as suas próprias conexões.

Gostaria de agradecer a Junichi Uenomata, tradutor nas duas primeiras entrevistas, e a Kulapat Yantrasast, tradutor em todas as outras e uma verdadeira caixa de ressonância ao longo de todo esse processo. Também gostaria de expressar a minha gratidão a Marla Price, diretora do Museu de Arte Moderna de Fort Worth, pelo firme apoio que deu à realização destes diálogos e à sua publicação. Sou também muito grato a Yumiko Ando e a Masataka Yano, por sua valiosa ajuda.

Sobretudo, porém, quero agradecer a Tadao Ando, que foi tão excepcionalmente paciente e de tantas formas enriqueceu o meu conhecimento da arquitetura e do seu processo criativo. Espero que os leitores destas entrevistas possam ter, através delas, um vislumbre desse homem e da sua arquitetura, como me foi concedido nos últimos quatro anos.

Michael Auping

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