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Sociologia das tendências

Um livro de Guillaume Erner

Este livro é uma introdução ao mundo das tendências sob o enfoque sociológico. Com estilo desenvolto e grande interesse na divulgação do conhecimento, Guillaume Erner traz um relato perspicaz e divertido sobre como indivíduos extremamente diferentes entre si se descobrem com as mesmas vontades ao mesmo tempo.

Sociologia das tendências explora a história recente desse fenômeno e apresenta os principais enfoques teóricos que se debruçaram sobre a investigação das modas. Além disso, examina os mecanismos de propagação das tendências – desde a imitação até às redes de influência –, o papel do indivíduo nessas convergências do gosto coletivo e, por fim, as questões centrais que afetam a previsão e o uso das tendências, como a propagação dirigida, o papel das agências de estilo ou o espaço reservado à criatividade.

Trata-se, portanto, de uma introdução amena e acessível ao tema, cheia de anedotas e exemplos, especialmente dirigida a todos os professionais ou estudantes que, de uma maneira ou de outra, estão ligados à criação, à difusão e ao consumo: desenhistas, diretores de arte, estilistas, coolhunters, publicitários, diretores de marketing, jornalistas, críticos, analistas, sociólogos… Um público amplo, que aqui encontrará muitas das respostas que procuram para explicar esse fenômeno coletivo tão vasto e tão pouco estudado.

Descrição técnica do livro:

13 x 20cm
120 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788584520299
Brochura
2015
Descrição
Descrição

Detalhes

Este livro é uma introdução ao mundo das tendências sob o enfoque sociológico. Com estilo desenvolto e grande interesse na divulgação do conhecimento, Guillaume Erner traz um relato perspicaz e divertido sobre como indivíduos extremamente diferentes entre si se descobrem com as mesmas vontades ao mesmo tempo.

Sociologia das tendências explora a história recente desse fenômeno e apresenta os principais enfoques teóricos que se debruçaram sobre a investigação das modas. Além disso, examina os mecanismos de propagação das tendências – desde a imitação até às redes de influência –, o papel do indivíduo nessas convergências do gosto coletivo e, por fim, as questões centrais que afetam a previsão e o uso das tendências, como a propagação dirigida, o papel das agências de estilo ou o espaço reservado à criatividade.

Trata-se, portanto, de uma introdução amena e acessível ao tema, cheia de anedotas e exemplos, especialmente dirigida a todos os professionais ou estudantes que, de uma maneira ou de outra, estão ligados à criação, à difusão e ao consumo: desenhistas, diretores de arte, estilistas, coolhunters, publicitários, diretores de marketing, jornalistas, críticos, analistas, sociólogos… Um público amplo, que aqui encontrará muitas das respostas que procuram para explicar esse fenômeno coletivo tão vasto e tão pouco estudado.

Guillaume Erner (Paris, 1968) é pesquisador associado do laboratório GEMASS (Groupe d’étude des méthodes de l’analyse sociologique) da Université Paris IV, Sorbonne e professor de sociologia no Institut d’Études Politiques (Sciences-Po Paris) e no Institut Catholique de Paris. Especialista em sociologia do consumo, da moda e das tendências, também é autor de Vítimas da moda? e La société des victimes.

Índice
Índice
Sumário
 
Introdução
 
CAPÍTULO I
O que é uma tendência?
I. Questões de definição
1. A extensão do âmbito das tendências
2. Tendências não comerciais e tendências comerciais
3. Tendências “bobos”, metrossexuais e outras tribos
4. Tendências e estatísticas
5. Tendências confidenciais e massivas
6. Tendências “funcionais” e “não funcionais”
7. Tendências ideológicas e não ideológicas
8. Uma sociologia dos gostos e das cores
II. A complexidade das tendências
1. Perfumes, tendência não funcional pura
2. Vinhos, misturas de tendências
3. Uma tendência normativa que se tornou funcional: o caso dos sex toys
4. A casa: ponto de encontro de várias tendências
5. Tendências que retornam: o exemplo da legging
6. A sociologia das tendências ou a exploração dos gostos coletivos
 
CAPÍTULO II
Uma breve história das tendências
I. Tendências e modernidade
1. A moda como solução para as contradições do capitalismo
2. A “neomania”, paixão pelo novo
3. Nascimento das tendências industriais: o exemplo do automóvel          
4. Popularizar a moda
II. Moda e juventude
1. A invenção dos branchés
2. A progressiva despolitização dos movimentos de moda
 
CAPÍTULO III
A origem das tendências: o essencialismo e seus limites
I. A semiologia, ciência das tendências
1. Barthes, o pioneiro
2. Baudrillard: teoria do simulacro ou simulacro da teoria?
II. As tendências, reflexo do estado da sociedade
1. Kroeber: moral dos casais e comprimento das saias
2. Criadores de tendências e pop-sociologia
3. A dificuldade de decifrar símbolos
III. Em moda, o mensageiro é mais importante que a mensagem
1. Merton e a profecia autorrealizável
2. Kate Moss, discípula de Merton?
3. Os oráculos da moda
4. A rotinização do carisma: o exemplo das concepts stores
 
CAPÍTULO IV
O modo de dominação das tendências
I. O homem, esse animal mimético
1. Tarde e as leis da imitação
2. A “memética”, ciência da imitação
3. Uma epidemia de tipping point
4. Mimetismo e conformismo social
II. O combate pelas tendências
1. Veblen e o consumo ostentatório
2. Um bode expiatório que é tendência: René Girard
III. Pierre Bourdieu e a difusão vertical dos gostos
1. Modo de dominação dos dominantes
2. A grife, emblema da classe
IV. A rede das influências
1. Mais redes que influências
2. Quem são os “influenciadores”?
 
CAPÍTULO V
Tendências: um processo sem sujeito
I. As tendências e o governo da opinião pública
1. Tocqueville e o hábito democrático
2. Escolhas individuais combinadas
3. O semelhante leva ao semelhante
II. Explicar uma soma de decisões individuais
1. Modelizar as tendências
2. Simmel e as tendências da modernidade
3. Keynes e o concurso de beleza
 
CAPÍTULO VI
Prever e usar as tendências
I. Os fracassos do manipulacionismo
1. Poder dos produtores, poder dos consumidores
2. Produtos tendência malsucedidos
II. Analisar e recuperar as tendências
1. As agências de estilo hoje
2. O “big brother” das tendências
3. Reproduzir as tendências vitoriosas: o método do circuito curto
III. Criar apesar das tendências
1. Inovação incremental e lei de Poiret
2. A lei da obsolescência
IV. O futuro das tendências
1. O “efeito Mateus”
2. Fim do Princípio de Pareto e início da “cauda longa”?
 
Conclusão
Bibliografia
Leia um trecho
Leia um trecho

Texto da introdução

Introdução

As tendências são tendência. Pontos focais do desejo, por meio dos quais indivíduos muito diferentes uns dos outros e sem comum acordo se descobrem nas mesmas vontades, as tendências nos intrigam. Convergências do gosto coletivo, elas incensam, por exemplo, o moelleux au chocolat e a seguir os macarons, o tênis depois o golfe, os carros híbridos após os 4 x 4. As mídias valorizam muito o fenômeno, dedicando um amplo espaço ao que nossos contemporâneos amam ou… deveriam amar!

Sob uma aparente leviandade, as tendências não se limitam a fenômenos frívolos e comerciais. Nossos atos mais ponderados também podem ser regidos pelas modas. Como o ato, por exemplo, que consiste em escolher o nome de uma criança. Os pais colocam todo seu zelo na decisão que acompanhará os filhos do início ao fim da vida. Alguns procuram singularizar os descendentes, outros, ao contrário, escolhem nomes que atestem seu pertencimento a um grupo; alguns recorrem à intuição, outros a manuais dedicados ao tema. No fim das contas, porém, existem ciclos durante os quais se manifestam preferências e aversões por alguns nomes.

Hoje, as tendências nos acompanham em cada uma das instâncias de nossas vidas. Do lar às férias, passando pela gastronomia ou pela dança: todas conhecem o embate entre as escolhas individuais e os gostos coletivos. Os desejos da maioria parecem regidos por uma autoridade tão poderosa quanto caprichosa: a moda. Os jeans foram usados mais largos durante várias estações? A tendência os obriga a ficar mais justos – slims – na estação seguinte. O chique era raspar a barba? Hoje, opta-se pelo cavanhaque ou pelo bigode. No verão, o Mediterrâneo era o lugar incontornável; hoje, prefere-se o Atlântico. Um dia, porém, a moda passa; o objeto tão desejado ontem, o must have, se torna o cúmulo do démodé; o sinal distintivo, objeto de todos os desejos, se transforma em estigma. O cemitério das tendência ganha um novo inquilino.

A amplitude do fenômeno justifica a existência de uma “sociologia das tendências”, que se dedica a compreender as condições de produção dessas modas. A disciplina que se encarrega de estudar o corpo social deve poder desmontar as engrenagens da arbitrariedade coletiva que rege os gostos da maioria. De fato, sob uma aparência frívola, as tendências retomam algumas das questões mais sérias da sociologia. Compreender as tendências significa penetrar os mecanismos de imitação, de difusão dos gostos, e o papel de indicador social que eles podem desempenhar. Essa compreensão também pressupõe uma reflexão a respeito dos mecanismos que governam as escolhas individuais: somos livres para agir ou o corpo social é que nos leva a tomar certas decisões? Qualquer fenômeno coletivo pode ser tratado como uma tendência? Podemos falar de uma moda dos direitos do homem da mesma forma que falamos de uma moda do óleo de oliva? A tendência dos produtos orgânicos pode ser comparada à antiga paixão pelo comunismo? A intuição nos leva a responder com uma negativa a essas perguntas: resta compreender o que diferencia as tendências e as modas dos outros movimentos cíclicos que se apoderam dos povos, desde a religião até as ideologias.

É preciso falar com gravidade de assuntos levianos: essa máxima se aplica maravilhosamente bem à sociologia das tendências. A ambição desse exercício não é pequena: partir para a descoberta de nós mesmos e verificar a validade da profecia de Tocqueville, segundo a qual a sociedade democrática vive “numa perpétua adoração de si mesma”.

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

O que a imprensa disse
O que a imprensa disse

Sociologia das tendências

(Redação, Moda Ética, 08/15)

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«A estrutura do texto tem diversas seções de textos curtos e sequenciais, tornando a leitura bastante dinâmica – o que é muito desejável, dado que o livro não tem imagens.» (Redação, Moda Ética, 08/15)

Sociologia das tendências

(Redação, História da moda, 06/15)

Ler mais

«É impossível falar de história da Moda sem falar de suas tendências. Na verdade, a profissão de Cool/Trend Hunter é umas das que mais tem se destacado na atualidade.» (Redação, História da moda, 06/15)

Sociologia das tendências

(Redação, MMdaModa, 09/15)

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«Erner abordar criticamente diversas questões muito interessantes e relevantes no livro.» (Redação, MMdaModa, 09/15)

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liamara
sucesso
Livro fantástico para entendermos as pesquisas de moda.
Layla Mendes
Livro excelente
Livro muito interessante, conteúdo imprescindível para os estudos de tendências de consumo e comportamento.