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Santiago Calatrava. Conversa com estudantes

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"O divórcio entre arquitetura e engenharia é antigo, e agora, pelo menos nos Estados Unidos, quase ubíquo. Esse divórcio prejudica as duas partes. A ambição de arquitetos, de construir bem, fica reduzida. Engenharia torna-se uma série de fórmulas, e não compreende suas dimensões sociais, ambientais e estéticas. [...] Santiago Calatrava, arquiteto e engenheiro, persegue destemidamente a unidade entre arte e ciência. Sua exploração das formas naturais (especialmente do corpo humano), sua disposição para trabalhar metaforicamente e seu brilho ao representar tudo, facilitam sua exploração criativa de forma, espaço, luz, e até cinética. Seu domínio dos princípios de engenharia não apenas permite a realização de seus projetos, mas é desafiado e estimulado pelo diálogo entre invenção formal e princípios científicos."
- Stanford Anderson Este livro documenta a frutífera troca que ocorreu entre Calatrava e um grande público de estudantes e profissionais durante três dias, em 1997, no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). Calatrava explica os princípios básicos que orientam a elaboração da sua obra em três conferências: "Materiais e Processos de Construção", "Força e Forma" e "Movimento e Forma".

Descrição técnica do livro:

14 x 20cm
112 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788425214967
Brochura
2013
Descrição
Descrição

Detalhes

"O divórcio entre arquitetura e engenharia é antigo, e agora, pelo menos nos Estados Unidos, quase ubíquo. Esse divórcio prejudica as duas partes. A ambição de arquitetos, de construir bem, fica reduzida. Engenharia torna-se uma série de fórmulas, e não compreende suas dimensões sociais, ambientais e estéticas. [...] Santiago Calatrava, arquiteto e engenheiro, persegue destemidamente a unidade entre arte e ciência. Sua exploração das formas naturais (especialmente do corpo humano), sua disposição para trabalhar metaforicamente e seu brilho ao representar tudo, facilitam sua exploração criativa de forma, espaço, luz, e até cinética. Seu domínio dos princípios de engenharia não apenas permite a realização de seus projetos, mas é desafiado e estimulado pelo diálogo entre invenção formal e princípios científicos."
- Stanford Anderson Este livro documenta a frutífera troca que ocorreu entre Calatrava e um grande público de estudantes e profissionais durante três dias, em 1997, no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). Calatrava explica os princípios básicos que orientam a elaboração da sua obra em três conferências: "Materiais e Processos de Construção", "Força e Forma" e "Movimento e Forma".

Ann Pendleton-Jullian
Cecilia Lewis Kausel
Índice
Índice

Conteúdo:
Prefácio
Rafael L. Bras e Stanford Anderson 6
Introdução 10
Materiais e processos de construção 12
Força e forma 48
Movimento e forma 80
Conclusão 110
Leia um trecho
Leia um trecho
PREFÁCIO

Em Novembro de 1995, eu dava um passeio sonolento por Valência, Espanha, quando vi aquela ponte inusitada mas simples, e muito bela. Indaguei sobre seu arquiteto e a resposta imediata foi: "Santiago Calatrava, naturalmente". Devo admitir que àquela altura eu não sabia quem era Santiago Calatrava, mas aprendo depressa e imediatamente comecei a corrigir minha ignorância. A um pedido meu, um colega, Professor Herbert Einstein, entrou em contato com o Dr. Calatrava, e começou a debater meios de o envolver com o MIT. Descobrimos que Santiago já fora convidado pelo Departamento de Arquitetura para visitar a Faculdade. A visita nos deu a oportunidade de nos encontrarmos, e organizar uma série de conferências. Este livro e o site da Internet que o acompanha (http://web.mit.edu/civenv/Calatrava/) documentam a extraordinária troca que ocorreu entre Calatrava e um grande público de estudantes e profissionais durante três dias, em 1997.

Ouvir Santiago Calatrava falar me lembrou do motivo de eu querer ser engenheiro civil. Lembrou-me meu próprio desejo de criar, de desenhar soluções funcionais e belas, de deixar obras que fossem lembradas. Suspeito de que todos os engenheiros civis - e todas as crianças - têm o mesmo sonho; infelizmente nosso sistema educacional conspira para abafá-lo. A idéia do engenheiro-arquiteto se perdeu. A criatividade é enterrada sob equações ou inibida pelos muros das especialidades.

Calatrava representa aquilo que o arquiteto-engenheiro deveria ser. Suas pontes e edifícios públicos refletem uma profunda compreensão da engenharia. Como um arco clássico, suas estruturas parecem fluir com as forças e, vice-versa, os vetores de força parecem fundir-se com as estruturas. Não há elementos supérfluos. O movimento real e aparente de suas criações é suave e sem esforço, como os movimentos da natureza. Na verdade, habitualmente Calatrava encontra inspiração no corpo humano, mais belo e funcional de todos os objetos naturais. Suas construções, como o corpo, integram elementos individuais através de simples interações, para criar máquinas imensamente complicadas.

Nem todo mundo pode ser Santiago Calatrava. Nem todo mundo é abençoado com o mesmo talento e sensibilidade artística. Mesmo assim, todo engenheiro civil pode tentar ser mais criativo, e todo arquiteto pode tentar querer ser mais imaginativo e consciente no jogo que há entre estrutura e mecânica. Se fizéssemos isso, nossa profissão seria bem mais excitante.

Rafael L. Bras
Professor das Bacardi e Stockholm Water Foundations
Ex-diretor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do
Massachusetts Intitute of Technology (MIT)


O divórcio entre arquitetura e engenharia é antigo, e agora, pelo menos nos Estados Unidos, quase ubíquo. Esse divórcio prejudica as duas partes. A ambição de arquitetos, de construir bem, fica reduzida. Engenharia torna-se uma série de fórmulas, e não compreende suas dimensões sociais, ambientais e estéticas.

Como escola, o MIT não pode existir independente das condições de nosso tempo e lugar, mas podemos estimular ambições para restaurar uma aliança profunda entre arquitetura e engenharia. Felizmente existem aqueles indivíduos criativos que têm essas ambições e criam trabalhos exemplares. Na arquitetura, pensamos em Renzo Piano e seu "workshop de construção", onde construir bem se manifesta até com os desafios especiais de construir de modo inovador. Mas apesar de toda a excelência de Piano e sua obra, ele, como muitos outros bons arquitetos, trabalha através de um processo de colaboração com as raríssimas firmas de engenharia criativa. Pensamos em Ove Arup de Londres, Buro Happold de Bath, e RFR em Paris, todas colaborando com arquitetos para obter obras além do escopo de cada um dos parceiros isoladamente.

Especialmente em pontes, a infra-estrutura e as construções de grande vão, encontramos engenheiros que controlam todo o projeto e conseguem êxito tanto em termos técnicos quanto estéticos. Pela nossa colaboração nas Conferências Felix Candela , trouxemos ao MIT esses profissionais, incluindo Heinz Isler, Minoru Kawaguchi, Christian Menn e Joerg Schlaich. Cada um desses engenheiros está totalmente convencido dos sólidos princípios científicos de que seu projeto incorpora. Mesmo assim também observamos uma assinatura pessoal em seus trabalhos.
Santiago Calatrava, arquiteto e engenheiro, persegue destemidamente a unidade entre arte e ciência. Sua exploração das formas naturais (especialmente do corpo humano), sua disposição para trabalhar metaforicamente e seu brilho ao representar tudo, facilitam sua exploração criativa de forma, espaço, luz, e até cinética. Seu domínio dos princípios de engenharia não apenas permite a realização de seus projetos, mas é desafiado e estimulado pelo diálogo entre invenção formal e princípios científicos.

O caráter desse processo está corporificado na maneira energética de Santiago Calatrava, e poderosamente estimulado pelos desenhos que ilustram suas conferências. Esperamos que algo dessa dinâmica sobreviva na forma estática deste livro, e contribua para a ambição maior, de promover o fecundo laço comum entre arquitetura e engenharia.

Stanford Anderson
Professor de História e Arquitetura
Chefe do Departamento de Arquitetura do
Massachusetts Institute of Technology (MIT)


INTRODUÇÃO

Senhoras e senhores, agradeço imensamente a oportunidade de falar nesta escola. Depois de estudar por muito tempo em Valência, e depois em Zurique por cerca de catorze anos, iniciei minha profissão de arquiteto e engenheiro. Faz agora dezesseis anos que trabalho intensamente nesta profissão, e o único contato que tenho tido com instituições como o MIT são palestras esporádicas. Esta é a primeira vez que me comprometi a dar uma série de conferências com intenção específica de comunicar minha experiência. Acho que agora faz sentido, pois esses dezesseis anos formam um período importante na minha vida, e definem uma geração - uma fase na vida de uma pessoa. As coisas que estou dizendo são ditas para a próxima geração - as pessoas que vão olhar minha obra e inventar outros estilos e encontrar seu próprio cami-nho, exatamente como, enquanto procurava o meu próprio caminho, eu integrei a obra dos que me antecederam.

Achei que seria melhor falar sobre minha própria experiência, porque, na verdade, essa é a única coisa que eu sei. Pretendo olhar em retrospectiva para os trabalhos que fiz e tentar apresentar-lhes os pensamentos essenciais que determinaram meu trabalho durante esses anos, e os passos que me permitiram ir de uma construção a outra, cada vez tentando implementar um pouco mais do meu pensamento.
Santiago Calatrava

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