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Rem Koolhaas. Conversa com estudantes

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"Entre os arquitetos contemporâneos, Rem Koolhaas foi o primeiro a reconhecer com clareza - assim como Manfredo Tafuri antes dele - que a arquitetura havia sido eclipsada pela Metrópole. Enquanto outros arquitetos se acomodaram como meros decoradores das estruturas criadas pelo comércio, Koolhaas está entre os últimos que resistem, buscando novas possibilidades e campos para a arquitetura." - Lars Lerup Rem Koolhaas, fundador do OMA (Office for Metropolitan Architecture), é um dos arquitetos contemporâneos cujo traba-lho profissional e teórico exerceu uma importante influência na prática e no pensamento arquitetônico dos últimos anos. Este livro reúne uma conferência e um seminário ministrados na Rice University School of Architecture, onde Koolhaas discute as implicações urbanas e arquitetônicas da construção "extra-grande" usando três exemplos de projetos de grande escala: o Terminal Marítimo de Zeebrugge (Bélgica), a Biblioteca da França em Paris e o ZKM Centro de Arte e Tecnologia de Mídia Karlsruhe (Alemanha). O texto do seminário reúne de uma maneira concisa e acessível as principais teorias de Koolhaas e OMA.

Descrição técnica do livro:

14 x 20 cm
96 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788425218989
Brochura
2002
Descrição
Descrição

Detalhes

"Entre os arquitetos contemporâneos, Rem Koolhaas foi o primeiro a reconhecer com clareza - assim como Manfredo Tafuri antes dele - que a arquitetura havia sido eclipsada pela Metrópole. Enquanto outros arquitetos se acomodaram como meros decoradores das estruturas criadas pelo comércio, Koolhaas está entre os últimos que resistem, buscando novas possibilidades e campos para a arquitetura." - Lars Lerup Rem Koolhaas, fundador do OMA (Office for Metropolitan Architecture), é um dos arquitetos contemporâneos cujo traba-lho profissional e teórico exerceu uma importante influência na prática e no pensamento arquitetônico dos últimos anos. Este livro reúne uma conferência e um seminário ministrados na Rice University School of Architecture, onde Koolhaas discute as implicações urbanas e arquitetônicas da construção "extra-grande" usando três exemplos de projetos de grande escala: o Terminal Marítimo de Zeebrugge (Bélgica), a Biblioteca da França em Paris e o ZKM Centro de Arte e Tecnologia de Mídia Karlsruhe (Alemanha). O texto do seminário reúne de uma maneira concisa e acessível as principais teorias de Koolhaas e OMA.

Sanford Kwinter
Índice
Índice


Conteúdos:











Conferência 21/1/91
 
9
 

Seminário 21/1/91
 
35
 

Pilotando o projétil, ou quando começou o futuro?
Sanford Kwinter
 
65
Leia um trecho
Leia um trecho
Conversas (fragmento)

Na Europa a produção de arquitetura parece ser conduzida pelos governos, e na América, por empreendedores.

"Na verdade, a realidade está no meio termo. Planejar não é apenas a esforço de fazer algo imediatamente, mas sim, uma tentativa de imaginar ou criar condições que permitam o desenvolvimento de diferentes formas de densidades ou diferentes situações. Quando começamos a investigar isso, podemos nos sentir completamente intimidados pela tarefa. Uma das coisas mais contraproducentes na Europa, e mesmo na América, para a execução do planejamento é o terrível fenômeno da mudança no sistema político a cada quatro anos. O tom pode mudar da noite para o dia: se os Socialistas perdem algumas cadeiras e os Verdes ganham algumas, nenhuma árvore poderá ser derrubada. Neste sentido, nos Estados Unidos os empreendedores são poderosos demais e na Europa, os políticos são poderosos demais. Paradoxalmente, essas duas formas de poder produzem resultados surpreendentemente similares. Nos Estados Unidos, a linha irregular do desenvolvimento pode ser relacionada com o poder de certos empreendedores, e na Europa, com o poder relativo dos diferentes partidos políticos.
Nosso projeto em Lille opera sob restrições similares às suas, pois é um projeto comercial e tem um empreendedor. Isso não significa que na Europa exista uma situação de carta branca. Eu não vejo motivos para que esse mesmo interesse mais ou menos esclarecido não possa existir também nos Estados Unidos, especialmente porque nos Estados Unidos, a combinação de diversos elementos públicos e econômicos para a viabilização de um projeto tem sido mais uma tradição que uma exceção. Veja o Rockefeller Center, por exemplo. Eu não quero ser pessimista, apenas acho que na questão do programa, a arquitetura norte-americana simplesmente não tem especulado nestes termos. Penso que é também uma questão de para onde se dirige a atenção da arquitetura."

Você citou as similaridades entre as cidades européias e norte-americanas.
Ainda existem diferenças?

"O que eu acho fascinante nas novas cidades ao redor de Paris é que elas continuam sendo chamadas de cidades novas, embora algumas delas tenham mais de 40 anos (na América seriam simplesmente cidades). Em termos de infra-estrutura, essas cidades ainda são incrivelmente dependentes do corpo central. Todas mantêm relações parasíticas; nenhuma delas é autônoma. São concebidas como cidades-dormitório, cidades secundárias ou cidades para imigrantes. No entanto, ninguém optaria por viver lá se pudesse escolher. Isso lhes confere um caráter melancólico.
No momento, essas cidades poderiam atingir uma espécie de massa crítica e então, adquirir sua própria credibilidade. A inauguração da Euro Disney em 1993 é um fato muito importante para Marne-la-Vallée, demonstrando mais uma vez que esse tipo de liberdade nunca poderia existir na cidade central ou na cidade clássica. Talvez a Disneylândia seja apenas uma metáfora exagerada para o potencial dessas cidades - o entretenimento, a liberdade, o tipo de vida. Os políticos locais estão desenvolvendo um tipo de consciência capaz de provocar uma reviravolta, pois, começam a considerar que a conexão entre as cidades pode ser feita utilizando-se pontes de conexão em vez de conexões radiais. Um metrô poderia conectar os centros das cidades novas. Quando isolados, todos esses lugares são relativamente desprivilegiados, mas interligados, poderiam formar uma enorme bateria de condições, eventos e fenômenos modernos que poderiam ser muito atraentes."

Rem Koolhaas

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