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O jardim minimalista

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Nos jardins minimalistas, as linhas nítidas, a forma pura e uma noção profunda de espaço são cada vez mais importantes, em especial para todos aqueles que anseiam poder aliviar as tensões do dia-a-dia num recanto tranquilo. O prazer acrescentado de conceber jardins minimalistas reside no facto de os mesmos se adaptarem a espaços pequenos e requererem cuidados de manutenção de baixo custo. Este livro, magnificamente ilustrado, é uma verdadeira fonte de inspiração para os jardins minimalistas.

O famoso paisagista Christopher Bradley-Hole seleccionou os melhores jardins minimalistas de todo o mundo e de todos os tamanhos, quer urbanos, quer rurais. Bradley-Hole analisa os motivos de inspiração que se encontram latentes em cada jardim e explica como o conhecimento do espaço e das proporções se pode associar ao uso inteligente e imaginativo dos materiais e das plantas. Bradley-Hole demonstra que os melhores jardins são aqueles que mantêm simultaneamente uma relação cuidada com a casa a que se encontram ligados e com a paisagem, campestre ou urbana, onde se inserem.

A filosofia do minimalismo é aqui introduzida com referências à arquitectura, ao interiorismo e ao estilo de vida contemporâneo. A primeira parte do livro debruça-se sobre a forma como as novas tendências mundiais têm dado origem a estilos de plantação conscientes sob o ponto de vista ecológico, o caminho perfeito para o jardim moderno. É feita uma apresentação de jardins singulares, organizados em capítulos temáticos que versam sobre a casa ampliada, pátios e jardins incorporados, jardins no telhado, piscinas e jardins aquáticos, jardins campestres e jardins paisagísticos. Entre os desenhadores e arquitectos cujos trabalhos surgem no livro encontram-se Tadao Ando, John Pawson, Charles Jencks, Martha Schwartz e Seth Stein. No final, encontra-se um guia prático sobre materiais de jardinagem e uma lista com mais de cem plantas para criar jardins minimalistas perfeitos.

Descrição técnica do livro:

23 x 28cm
208 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788425220784
Brochura
2006
Descrição
Descrição

Detalhes

Nos jardins minimalistas, as linhas nítidas, a forma pura e uma noção profunda de espaço são cada vez mais importantes, em especial para todos aqueles que anseiam poder aliviar as tensões do dia-a-dia num recanto tranquilo. O prazer acrescentado de conceber jardins minimalistas reside no facto de os mesmos se adaptarem a espaços pequenos e requererem cuidados de manutenção de baixo custo. Este livro, magnificamente ilustrado, é uma verdadeira fonte de inspiração para os jardins minimalistas.

O famoso paisagista Christopher Bradley-Hole seleccionou os melhores jardins minimalistas de todo o mundo e de todos os tamanhos, quer urbanos, quer rurais. Bradley-Hole analisa os motivos de inspiração que se encontram latentes em cada jardim e explica como o conhecimento do espaço e das proporções se pode associar ao uso inteligente e imaginativo dos materiais e das plantas. Bradley-Hole demonstra que os melhores jardins são aqueles que mantêm simultaneamente uma relação cuidada com a casa a que se encontram ligados e com a paisagem, campestre ou urbana, onde se inserem.

A filosofia do minimalismo é aqui introduzida com referências à arquitectura, ao interiorismo e ao estilo de vida contemporâneo. A primeira parte do livro debruça-se sobre a forma como as novas tendências mundiais têm dado origem a estilos de plantação conscientes sob o ponto de vista ecológico, o caminho perfeito para o jardim moderno. É feita uma apresentação de jardins singulares, organizados em capítulos temáticos que versam sobre a casa ampliada, pátios e jardins incorporados, jardins no telhado, piscinas e jardins aquáticos, jardins campestres e jardins paisagísticos. Entre os desenhadores e arquitectos cujos trabalhos surgem no livro encontram-se Tadao Ando, John Pawson, Charles Jencks, Martha Schwartz e Seth Stein. No final, encontra-se um guia prático sobre materiais de jardinagem e uma lista com mais de cem plantas para criar jardins minimalistas perfeitos.

Christopher Bradley-Hole executa projectos de jardim. A sua inovadora concepção de jardim para o Chelsea Flower Show de 1997 foi largamente aplaudida pela imprensa internacional em virtude da sua serenidade e simplicidade contida, tanto no que se refere ao rigor do esquema como à disposição harmoniosa das plantas. Bradley-Hole obteve uma medalha de ouro e o prémio para o melhor jardim.

Bradley-Hole formou-se como arquitecto em 1976, após o que trabalhou em vários projectos destacados antes de dar início à sua paixão pelas plantas e pelos jardins. A sua formação em arquitectura foi complementada com um diploma de pós-graduação na área de conservação de jardins históricos e paisagens, estudos que realizou na Architectural Association de Londres.

O seu trabalho tem aparecido muitas vezes na televisão e na imprensa, a exemplo das séries de design realizadas para o The Daily Telegraph e para a House and Garden. Bradley-Hole ensina jardinagem aos estudantes do curso que decorre no RBG – Royal Botanic Gardens de Kew, sendo ainda conselheiro da Society of Garden Designers.
Índice
Índice

Índice de conteúdos:


Introdução
A casa ampliada
Jardins em pátios
Terraços e jardins no telhado
Piscinas e jardins aquáticos
Jardins campestres
Jardins paisagísticos
Plantas e materiais

Índice
Agradecimentos
 
Leia um trecho
Leia um trecho


Texto da introdução:

‘Introdução

Existe uma nova forma de fazer jardins que exprime com perfeição as preferências dos nossos tempos. O jardim minimalista é contemporâneo mas preserva simultaneamente conceitos enraizados na tradição do passado, caminhando lado a lado com a tecnologia e fazendo o melhor uso possível dos materiais naturais. O jardim minimalista desperta emoção (e pode ser imponente) sem deixar de transmitir serenidade e quietude. Tanto pode ser singelo como encerrar um tesouro de subtileza e complexidade e, ao mesmo tempo, ser profundamente simbólico. Pode ser o trasfundo ideal e silencioso das plantações e, além disso, ser variado e utilizar o espaço e a luz de forma dramática. O jardim minimalista constitui um cenário de excelência para uma enorme variedade de plantas oriundas de qualquer ponto do mundo que ali se podem cultivar da forma mais naturalista e ecológica. Finalmente, o jardim minimalista reveste-se de igual importância para a cultura e tradições ocidentais e orientais.

‘Menos é mais’. Em 1959, o célebre arquitecto alemão Ludwig Mies van der Rohe utilizou estas três palavras para definir um dos projectos americanos que tinha em mãos. Esta afirmação, se bem que interpreta a essência da filosofia do projecto minimalista, deve ter parecido bastante estranha a quantos, naquela época, a leram no Herald Tribune de Nova Iorque. Uma expressão pode ser mais convincente do que duas. É caso para perguntar se Mies se referia à necessidade de eliminar uma ideia de um projecto com o fim de o melhorar. A resposta é não, realmente, pois Mies apelava para algo mais que moderação.

O que Mies quis dizer é que, se as ideias forem reduzidas, então cada ideia isolada tem de ser melhor do que a anterior. A verdade é que só as ideias verdadeiramente excepcionais podem ser destiladas para produzir uma coisa única e especial.

O minimalismo é um termo largamente utilizado hoje em dia, e a grande maioria das pessoas têm algumas noções acerca do mesmo. É um conceito associado a imagens como pureza, suavidade, linhas puras, formas geométricas, nada garrido, cores sóbrias e serenidade. Mas estes termos de significado tão descritivo podem ter sido suscitados por fotografias, pois apenas um reduzido número de pessoas possuirá ou terá realmente visitado um exemplo verdadeiro da casa ou do jardim minimalista.

O estilo minimalista exerce atracção sobre um vasto espectro de circunstâncias e de experiências pessoais, sob a aparência de uma imagem moderna cujas delícias não estão reservadas apenas aos jovens. A serenidade e a modéstia que transmite têm raízes em tradições de diferentes épocas e culturas. O minimalismo deve uma boa parte da sua inspiração às religiões contemplativas das culturas do Extremo Oriente, às proporções geométricas utilizadas pelos arquitectos do Renascimento italiano e à simplicidade do movimento americano Shaker. Na essência do minimalismo há qualquer coisa de regresso ao passado, algo que tem a ver com emoções, sensação de bem-estar e energia.

Mas o minimalismo é, para além de tudo o mais, uma ruptura com o passado, podendo neste caso simbolizar claridade, uma nova proposta isenta dos excessos dos tempos de outrora. O minimalismo pode ser algo inteiramente moderno, gozoso e refrescante, como o símbolo de um novo renascer.

Que relação existe entre o minimalismo e o desenvolvimento paisagístico? Do ponto de vista da evolução dos jardins, podemos verificar que o minimalismo é a continuação de uma tendência patente na jardinagem ocidental e oriental. Os jardins da China e do Japão têm, de uma forma geral, utilizado uma variedade de plantas muito limitada. Em vez de plantas, os projectos contemplam elementos simbólicos como pedras e água, integrados de forma a simular uma natureza depurada. Estes são locais de contemplação. O budismo Zen inspirou o jardim do século XV de Ryoan-ji, em Quioto (em cima), excepcional em virtude da representação contida e minimalista de uma paisagem árida.

No mundo ocidental, os jardins constituíram uma parte essencial dos grandes períodos da arte e da arquitectura. Alguns jardins italianos renascentistas eram tão complexos e intrincados como as vilas onde se integravam. Os jardins de Villa Lante, por exemplo, situada perto de Viterbo, erguem-se como uma soberba composição arquitectónica no sentido estrito do termo. Os materiais, as proporções e a hierarquia eram o reflexo das características e do pensamento daquela arquitectura. Foi a época do jardim fechado, cujo desenho era, por vezes, como que uma versão abstracta do traçado da casa. Os jardins estabeleciam a ligação entre as vilas construídas em terrenos elevados e as paisagens espectaculares que dali se avistavam.

Quando o estilo chegou a Inglaterra no século XVIII, o entusiasmo dos jardineiros crescia por outros motivos que encontravam no Grand Tour. O amor pelo campo e os quadros do pintor Claude Lorraine deram origem, em determinado momento, às paisagens ‘naturais’ de ‘Capability’ Brown e de outros projectistas, elementos de contraste de projectos arquitectónicos grandiosos. À medida que a arquitectura se desenvolvia com a transição de um país para o outro, o mesmo acontecia com o estilo dos jardins. Este estilo, conhecido em Inglaterra como jardim paisagista, começou a revelar a sua influência em todas as partes. Verificou-se ainda um regresso à formalidade no século XIX, durante a era industrial, mas, com o influxo de novas plantas e materiais procedentes de todas as partes do mundo, o estilo tornou-se ecléctico, enveredando por moldes pesados e desorientados. A moderação foi destituída por uma forma de horticultura exibicionista, embora mantendo relação com o estilo arquitectónico.

Os jardins vitorianos, apesar de excessivamente elaborados, eram fiéis à linha de ostentação e de arquitectura que acompanhavam. O século XX trouxe consigo a irrupção de novos estilos. Da elegante era eduardiana inglesa resultou o estilo Arts and Crafts,

que lançou o modelo do novo jardim inglês. Este consistia na aproximação formal, embora reduzida, de uma forma clássica a uma forma popular, chegando conviver com as elegantes e luxuriosas plantações estilo cottage criadas por Gertrude Jekyll. A proposta eduardiana abriu caminho para a construção e para a conservação de jardins que se revestiram de enorme popularidade e influência, a exemplo dos de Sissinghurst, em Kent, e os de Hidcote Manor, em Cotswolds. Não sendo particularmente atemorizador nem desafiante, o estilo em causa revela-se imediato, prazenteiro e agradável à vista.

Ao mesmo tempo que este estilo cottage extremamente tradicional e exagerado proliferava na Inglaterra, desde a casa de campo aos subúrbios citadinos, ia surgindo noutros países uma atitude nova e radical de encarar o design. A forte influência da obra de Le Corbusier, especialmente na França, e o progresso tecnológico do arranha-céus, deu origem ao movimento moderno. O moderno transformou-se numa forma de vida e, simultaneamente, num estilo. Em virtude da sua militância socialista, os expoentes máximos do estilo descobriram na arquitectura uma forma de melhorar as condições e a forma de vida das populações, em especial através da nova residência. Le Corbusier fez uso das novas tecnologias para construir estruturas mais altas, tornando possível que as residências da sociedade moderna se implantassem no meio de magníficas áreas de novos espaços verdes que se estendiam à altura do rés-do-chão. Foi a paisagem que deu origem ao design. Na grande maioria dos países, o movimento moderno integrou-se num novo desenvolvimento e o estilo adoptou-se à arquitectura e ao design nos locais conforme era necessário. Na Inglaterra, devido à ausência de qualidade e à má interpretação do design e dos materiais, o movimento moderno adquiriu má reputação. A primeira vaga de novos edifícios tinha-se desenvolvido muito rapidamente, mas a concepção era má. Acontece ainda que os novos materiais, em particular o cimento, não suportavam os rigores do clima britânico. O moderno passou a estar associado ao barato e à má qualidade, a par de uma imagem utilitária que marcou o período da pós-guerra.

Enquanto os connoisseurs ingleses se afundavam na nostalgia de uma época aparentemente mais tranquila, os jardins do movimento moderno nunca tiveram uma oportunidade. O temperado clima inglês era ideal para o desenvolvimento de uma ampla variedade de plantas às quais se tinha acesso pela primeira vez. Ao adquirir uma tamanha popularidade entre as classes médias e altas, a jardinagem começou a estar associada ao bom gosto. Desta forma, o século XX foi testemunha da primeira cisão entre os jardins e o mundo associado aos mesmos. Apesar dos admiráveis progressos técnicos, o estilo inglês dos jardins eduardianos estava tão em voga em finais do século XX como estivera no seu início.

Mas outras especialidades de vocação criativa como a arquitectura, o design de interiores, o design gráfico e de produtos e o design industrial, avançaram abertamente, granjeando a simpatia do público em geral. Verifica-se uma procura de novas ideias de design e uma abundância de novos logros onde as mesmas se podem encaixar. Assim sendo, não é de estranhar que aqueles que têm uma visão mais ampla ensaiem uma nova atitude em relação ao jardim capaz de emprestar significado às suas outras experiências.

Aqueles que hoje em dia constroem jardins importantes são os que se interessam pelo desenvolvimento da humanidade e dessa forma contribuem para o progresso da mesma. Estas pessoas conhecem a história e têm consciência da ecologia e do desenvolvimento sustentável. Reconhecem os benefícios da técnica, mas não perdem contacto com as facetas emocionais e artísticas. Procuram jardins onde as suas experiências emocionais se possam reflectir e engrandecer. Os que trabalham para obter o potencial integral do jardim não querem voltar a um pastiche do passado no âmbito da jardinagem. Tentam encontrar uma nova expressão, repousante e ao mesmo tempo estimulante, mas sobretudo relacionada com as suas experiências e com os seus objectivos. Eis, pois, chegado o mundo sereno do jardim minimalista, moderno, de energia criativa em equilíbrio.

Copyright dos textos: Christopher Bradley-Hole
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

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