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O imaginário segundo a natureza

Longseller

Considerado um dos fotógrafos mais influentes de nossa época, Henri Cartier-Bresson elevou a prática do snap shotting à condição de arte disciplinar. Crítico e observador penetrante, seus escritos sobre a teoria e a prática da fotografia exerceram uma influência fundamental nos fotógrafos contemporâneos.

O imaginário segundo a natureza é a primeira compilação em um único volume dos textos mais emblemáticos de Cartier-Bresson, entre os quais “Os europeus” e “O instante decisivo”, um de seus escritos mais conhecidos, tido como um divisor de águas na carreira do fotógrafo. Este volume reúne ainda seus relatos de viagens a Moscou e à China e artigos dedicados a seus amigos André Breton, Alberto Giacometti e Jean Renoir – todos eles com a mesma intensidade e o mesmo imediatismo visual que caracterizam sua obra fotográfica.

Descrição técnica do livro:

13 x 20 cm
100 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788584520138
Cartonada
2015 (5ª tiragem)
Descrição
Descrição

Detalhes

Considerado um dos fotógrafos mais influentes de nossa época, Henri Cartier-Bresson elevou a prática do snap shotting à condição de arte disciplinar. Crítico e observador penetrante, seus escritos sobre a teoria e a prática da fotografia exerceram uma influência fundamental nos fotógrafos contemporâneos.

O imaginário segundo a natureza é a primeira compilação em um único volume dos textos mais emblemáticos de Cartier-Bresson, entre os quais “Os europeus” e “O instante decisivo”, um de seus escritos mais conhecidos, tido como um divisor de águas na carreira do fotógrafo. Este volume reúne ainda seus relatos de viagens a Moscou e à China e artigos dedicados a seus amigos André Breton, Alberto Giacometti e Jean Renoir – todos eles com a mesma intensidade e o mesmo imediatismo visual que caracterizam sua obra fotográfica.

Henri Cartier-Bresson (1908-2004) é considerado uma das maiores referências da fotografia da segunda metade do século XX e um dos pais do fotojornalismo. Desde 1947, quando fundou junto com Robert Capa, David (Chim) Seymour, William Vandivert e George Rodger a agência Magnum, realizou grandes reportagens sobre a Europa, o Oriente e a antiga URSS que lhe renderam fama mundial como cronista gráfico.

Índice
Índice

Índice

A mais leve bagagem por Gérard Macé

O imaginário segundo a natureza
O instante decisivo
Os europeus
De uma China à outra
Moscou, 1955
Cuba, 1963
Para Alberto Giacometti
Ernst Haas
Romeo Martínez
Robert Doisneau
Sarah Moon
Robert Capa
André Kertész
Jean Renoir
Meu amigo Chim
André Breton, o Rei Sol

Agradecimentos
Bibliografia

Leia um trecho
Leia um trecho

Texto da introdução

A mais leve bagagem por Gérard Macé

Henri Cartier-Bresson viajou por toda parte com a mais leve bagagem.

Dizendo isto, não faço alusão apenas à sua famosa Leica, a câmara mágica e portátil que lhe permitiu converter-se em homem invisível das multidões, e sobretudo fugir resolutamente para longe das academias onde aprende-se perspectiva fazendo traços, para percorrer as estradas da Europa em companhia de André Pieyre de Mandiargues; e depois os caminhos da Ásia, onde os acontecimentos vinham ao seu encontro, onde as cenas da rua se lhe ofereciam como se o mundo inteiro tivesse se transformado em ateliê a céu aberto.

É verdade, os impressionistas antes dele puseram seu cavalete à beira de rios, de pradarias onde a luz se espalha como orvalho, mas seu mundo parece um eterno domingo, ao passo que a fotografia permite mostrar os dias úteis. Além disso, apesar da sua paixão pela pintura, não é possível imaginar Henri Cartier-Bresson preso toda a vida a um cavalete, horas inteiras diante da paisagem, talvez importunado por um curioso, molestado por abelhas e pousando ao final para um fotógrafo a quem faltam clichês. A pose seria séria demais, o material pesado demais para o nosso turbulento budista.

A bagagem mais leve é a velha lição que não se aprende, mas que nos acompanha em toda a parte quando a compreendemos; a que permitiu a Henri Cartier-Bresson ausentar-se como pessoa, eclipsar-se para melhor colher o instante, mas dando um sentido ao instantâneo; ver Alberto Giacometti andar com o mesmo passo que suas estátuas, e Faulkner governar o imaginário em mangas de camisa; ver nas nuvens e fumaças da Índia, num pavão que abre suas plumas a roda do destino... É a lição dos mestres antigos, que lhe permitiu introduzir o “número áureo” na câmara escura, e ilustrar inconscientemente a proposta de Delacroix sobre o que ele chamava de “máquina de desenhar”, capaz de corrigir ao mesmo tempo os erros do olho e as lacunas do ensino: “O daguerreótipo é mais do que o decalque, é o espelho do objeto; certos detalhes, quase sempre negligenciados nos desenhos à mão livre, ganham ali uma importância característica, e introduzem assim o artista no conhecimento completo da construção: as sombras e luzes encontram-se em seu grau exato de firmeza ou de brandura, distinção muito delicada e sem a qual não há relevo”.

Assim, voltar ao desenho, como fez Henri Cartier-Bresson nesses últimos anos, é quebrar o espelho e ver a olho nu, quer dizer, aceitar o erro do mundo e nossa imperfeição.

Meditar sobre a confusão das aparências, em vez de continuar a fuga que a fotografia é às vezes, foi enfim, para esta personalidade, reencontrar uma forma de liberdade.

O estilo de Henri Cartier-Bresson encontra-se inteiro na sua escritura: testemunho, legenda ou dedicatória, é sempre uma arte breve, uma improvisação bem-sucedida graças ao sentido quase infalível da fórmula (por exemplo, a frase apanhada em pleno vôo após a Suíte para violoncelo solo de Johann Sebastian Bach: “É música para dançar, justo antes de morrer”), e que supõe o mesmo gosto pelo instante decisivo que na fotografia, mesmo que os retoques e arrependimentos estraguem um pouco o ofício.

Foi graças a Tériade, que lhe revelou a arte do livro ao mesmo tempo em que foi o editor inesquecível de Images à la sauvette [Imagens às pressas], que Henri Cartier-Bresson descobriu este seu dom suplementar, ao escrever um prefácio que imediatamente passou a ser referência maior para os fotógrafos, mas que hoje merece ser lido de maneira menos restritiva: como uma arte poética plena. Assim como deve-se ler ou reler suas reações vigorosas, suas lembranças discretas mas precisas, cheias de humor e de afeição quando se trata de Jean Renoir; e seus testemunhos sem preconceitos, sobre Cuba por exemplo, onde ele soube ver melhor que ninguém o regime de Castro em seus começos, melhor em todo caso do que muitos escritores trabalhando sob encomenda.

Henri Cartier-Bresson escreve a nanquim, sem dúvida porque é uma tinta que não permite alongar-se. E agora graças ao fax, que é para a escritura o que a Leica foi para a fotografia. Pois certas máquinas ele não detesta, desde que sejam leves e andem rápido, quer dizer, que lhe permitam captar o instante.

Mirar certo é outra história, em que o olho não basta, e que às vezes exige prender a respiração. Mas sabemos que Henri Cartier-Bresson, se é um geômetra sem régua, é também um atirador de elite. 

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

O que a imprensa disse
O que a imprensa disse

O imaginário segundo a natureza

(Redação, Ricardo Cortaz, 09/2014)

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«O livro é uma autobiografia, mostrando como um doutor em economia com uma carreira em ascensão largou tudo para se dedicar a fotografia e se tornar um dos grandes fotógrafos da nossa História. Mostra desde a infância em Minas Gerais até seu último trabalho, Gênesis.» (Redação, Ricardo Cortaz, 09/2014)

O imaginário segundo a natureza

(Redação, Escola Fluxo, 03/2013)

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«Além de algumas reportagens encomendadas de viagens para alguns países como Cuba e China, Bresson fala sonre sua relação com alguns amigos e devaneia sobre a relação com o objeto, a importância do envolvimento e da permanência, o instante decisivo e na sua ética inquebrantável em relação ao mundo.» (Redação, Escola Fluxo, 03/2013)

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