Mestres da fotografia
Técnicas criativas de 100 grandes fotógrafos

Um livro de Paul Lowe

O que faz uma fotografia tornar-se parte da nossa memória coletiva? Às vezes pode ser simplesmente o conteúdo da imagem, mas na maioria das vezes é a habilidade e talento do fotógrafo, seu profissionalismo, o que a torna uma referência visual.

Este livro explora a obra de 100 grandes fotógrafos de todos os tempos para nos revelar os segredos de como elas foram criadas e nos oferece a magia do seu ofício para que possamos traduzi-las em nossas próprias criações. Ele é organizado em dez seções temáticas, e cada uma destas traz uma seleção especial de fotografias icônicas que são tecnicamente analisadas, abordando questões como câmera e objetiva usadas para fazer a fotografia, a composição, a exposição e a luz, ou o tom e a cor.

Desde Eugène Atget e Nadar até Martin Parr, Sebastião Salgado e Jeff Wall, passando por August Sanders, Weegee e Paul Strand, o livro também se torna uma história singular do meio fotográfico que consegue ensinar técnica e criatividade de forma acessível e surpreendente.

Descrição técnica do livro:

20 x 24cm
288 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788584520800
Capa flexível
2017


Descrição
Descrição

Detalhes

O que faz uma fotografia tornar-se parte da nossa memória coletiva? Às vezes pode ser simplesmente o conteúdo da imagem, mas na maioria das vezes é a habilidade e talento do fotógrafo, seu profissionalismo, o que a torna uma referência visual.

Este livro explora a obra de 100 grandes fotógrafos de todos os tempos para nos revelar os segredos de como elas foram criadas e nos oferece a magia do seu ofício para que possamos traduzi-las em nossas próprias criações. Ele é organizado em dez seções temáticas, e cada uma destas traz uma seleção especial de fotografias icônicas que são tecnicamente analisadas, abordando questões como câmera e objetiva usadas para fazer a fotografia, a composição, a exposição e a luz, ou o tom e a cor.

Desde Eugène Atget e Nadar até Martin Parr, Sebastião Salgado e Jeff Wall, passando por August Sanders, Weegee e Paul Strand, o livro também se torna uma história singular do meio fotográfico que consegue ensinar técnica e criatividade de forma acessível e surpreendente.

Paul Lowe é fotojornalista e diretor do curso de mestrado em Fotojornalismo e Fotografia Documental do London College of Communication. Ele trabalhou como fotojornalista para publicações internacionais como Time, Newsweek, Life, The Sunday Times Magazine, The Observer e The Independent. Também é crítico e pesquisador especializado na representação do conflito na fotografia, entre outros temas.

Índice
Índice

Sumário

Prefácio
Introdução
Significado dos ícones para as dicas e técnicas de criação

Lugares
Espaços
Coisas
Rostos
Corpos
Ideias
Momentos
Narrativas
Documentos
Histórias

Bibliografia
Glossário
Índice
Créditos das imagens

Leia um trecho
Leia um trecho

Texto da introdução

Prefácio de Simon Norfolk

Aconteceu de eu estar em Paris na noite dos ataques terroristas na casa de shows Bataclan e no Stade de France em 2015. Os outros convidados no restaurante receberam mensagens de texto apreensivas de familiares distantes e eu me senti obrigado a ir lá para ver o que estava acontecendo – é meu trabalho, não? As ruas estavam estranhamente desertas, e não havia táxis, então peguei uma bicicleta de aluguel da Velib e corri pela cidade. Sem bateria no celular, minha única tática era seguir os carros de bombeiros e em um ponto acabei no Les Halles, onde a polícia pensou que os terroristas se escondiam. Um batalhão de unidades policiais da SWAT – vestidas como insetos blindados e cheias de armas e escudos – patrulhava as ruas. Fui atrás delas acompanhado de pelo menos uma dúzia de transeuntes aleatórios, todos fotografando com seus celulares mantidos no alto. Por alguma razão, bêbados da região, moradores do local interessados e curiosos mórbidos haviam se transformado em equipes de reportagem da CNN. Em nossa frente, a polícia estava pronta para violência pesada; atrás, estava um grupo de jovens (todos rapazes) vestindo camisetas e jeans esperando fragmentos como aqueles minúsculos peixes que seguem grandes tubarões, casualmente transmitindo ao vivo para o Facebook e o Periscope. E eu em uma bicicleta alugada. Não sabia por que estávamos lá. Estávamos desperdiçando totalmente nosso tempo (os terroristas estavam em outro lugar) ou estávamos prestes a nos tornar esponjas absorvendo balas perdidas. Eu me perguntava por que eles achavam que subitamente se tornaram fotógrafos profissionais.

Eles tinham saído de casa naquela noite procurando diversão em uma sexta-feira à noite e eis que agora estavam aqui, escrevendo o primeiro rascunho da história, um mundo ansioso aguardando suas mensagens – pelo menos é o que eles pensavam. E eu seria tão diferente? Por que eu estava tentando ser parte disso? Por que alguém tira fotos? Todos fazemos isso agora, bilhões por dia, e um pequeno número dessas são minhas. Há 25 anos, a fotografia paga minha hipoteca, mas ainda não entendo por quê. Senti-me tolo e supérfluo no Les Halles, desisti e pedalei pelas ruas vazias até minha casa.

A resposta mais precisa que posso dar à questão do porquê eu tiro fotos é uma metáfora. Para mim, tirar uma foto é como o ponto de ignição em um motor de combustão; ingredientes (vapores de gasolina, ar) são articulados em uma forma de engenharia magistral, compactados em um momento primorosamente cronometrado e sacudidos para produzir força e centelhas brilhantes. Na gênese de uma fotografia bem-sucedida, todos os esforços anteriores se congregam em um momento decisivo: o tempo de pesquisa para aprender aquela especialidade acadêmica, a longa ladeira íngreme para chegar ao local antes que a luz mude, o truque inteligente imaginado para que a própria história seja contada de um modo novo e intrigante, a metáfora prateada que envolve toda a ideia, a busca das condições climáticas favoráveis – e ainda se você não se esqueceu de carregar a bateria, montar o tripé, levar a objetiva certa etc. E quando tudo isso é congregado na mesma fração de segundo e alcança o ponto de ignição... bem, a sensação de satisfação é extasiante. É algo arrebatador.

Isso acontece muito raramente, mas quando dá certo sinto que é um privilégio fazer isso como um trabalho. Milagroso. Como Wordsworth escreveu: “Era uma glória estar vivo naquele alvorecer.” Alguns fotógrafos se veem como caçadores, rondando e espreitando as ruas, mas não sou assim, sou um coletor. Muitas vezes acho que simplesmente não sou um fotógrafo porque, naquele momento de coalescência, as imagens simplesmente parecem brotar sozinhas da câmera. Tudo o que tenho de fazer é sair e coletá-las, levá-las para casa como gatinhos perdidos. Todo o trabalho é feito antes do momento da tomada da fotografia. Imagino que um matemático teórico tenha a mesma sensação quando alcança o canto inferior direito do quadro e o cálculo final produz um momento de eureca quando ele sabe que funciona. Talvez essa seja a razão por que raramente reviso minhas fotografias antigas, por que fico tão pouco satisfeito quando dizem que meu trabalho é bom, por que tenho pastas de projetos inéditos, por que prefiro que outros façam o design de meus livros ou exibam meu trabalho. Ou escrevam prefácios para livros. Todo esse material posterior não é uma fração da satisfação que tenho ao sair e criar essas centelhas mágicas.

Nem tudo é um mar de rosas, é claro. Os sucessos são subjulgados pelos fracassos e pela proporção de uma foto boa para cada mil não tão boas; e algumas das coisas que vi ao longo do caminho eram horríveis e/ou realmente aterradoras. Mas acho que a razão pela qual continuo fotografando e não fico entediado ou não me sinto mais indignado com as coisas que vi, ou por que não enlouqueci ou simplesmente desisti e segui o conselho de minha mãe de conseguir “um emprego decente”, é porque, ao assistir ao noticiário da noite e algum político embusteiro estar contando mentiras ou algum pseudoespecialista estar balbuciando algo estúpido, algum idiota está sendo tratado como celebridade e, voilá!, estou furioso novamente e on-line tentando comprar uma passagem aérea, fazendo as malas, pedindo desculpas à senhora Norfolk, mais uma vez pensando em como juntar aquelas centelhas criativas.

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

O que a imprensa disse
O que a imprensa disse

Mestres da fotografia. Técnicas criativas de 100 grandes fotógrafos (Paul Lowe)

(Juan Esteves, Blog Juan Esteves, 12/04/17)

Ler mais

Mestres da fotografia. Técnicas criativas de 100 grandes fotógrafos (Paul Lowe)

(Redação, Publishnews, 04/17)

Ler mais
Leia no GGBlog
Leia no GGBlog

Resenhas de Cliente

Dê-nos sua opinião

Escrever sua própria revisão

Você está revisando: Mestres da fotografia

Como você avalia este produto? *

Glauco Tavares
Um livro perfeito!
Um livro simplesmente fantástico a todos que buscam referências para ampliar sua visão sobre a fotografia e sua forma de fotografar. Em um único livro 100 grandes nomes e, portanto, 100 visões distintas, porém complementares, sobre esse universo que é a fotografia. Lembrando que a referência é importante, mas ela se presta a algo maior que é a busca pelo seu próprio estilo.