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Louis I. Kahn. Conversa com estudantes

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"Eu não conheço melhor serviço que um arquiteto possa prestar, como profissional, do que o de compreender que todo edifício deve servir à instituição do homem, quer seja ela a instituição do estado, quer a da casa, ou a da aprendizagem, da saúde, ou do lazer. Uma das grandes deficiências da arquitetura, hoje, é que essas instituições não estão sendo definidas,mas apenas dadas por um programa, e transformadas em um edifício."
-Louis I. Kahn Louis Kahn, na primavera de 1968, falou aos estudantes da Rice University School of Architecture. Um ano mais tarde, estas conversas foram reunidas em um livro que, agora e pela primeira vez, apresenta-se ao leitor de língua de portuguesa. Um texto "Luz branca, sombra negra" introduz seu pensamento, e uma entrevista com os alunos "O desenho conduz a forma à presença" o confronta.

Descrição técnica do livro:

14 x 20cm
96 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788425218934
Brochura
2013
Descrição
Descrição

Detalhes

"Eu não conheço melhor serviço que um arquiteto possa prestar, como profissional, do que o de compreender que todo edifício deve servir à instituição do homem, quer seja ela a instituição do estado, quer a da casa, ou a da aprendizagem, da saúde, ou do lazer. Uma das grandes deficiências da arquitetura, hoje, é que essas instituições não estão sendo definidas,mas apenas dadas por um programa, e transformadas em um edifício."
-Louis I. Kahn Louis Kahn, na primavera de 1968, falou aos estudantes da Rice University School of Architecture. Um ano mais tarde, estas conversas foram reunidas em um livro que, agora e pela primeira vez, apresenta-se ao leitor de língua de portuguesa. Um texto "Luz branca, sombra negra" introduz seu pensamento, e uma entrevista com os alunos "O desenho conduz a forma à presença" o confronta.

Lars Lerup
Michael Bell
Índice
Índice

Conteúdos:

 


Introdução
 
   

Peter Papademetriou
 
 
9
 
 

Luz branca, sombra negra
 
 
13
 
 

O desenho conduz a forma à presença
 
 
39
 
 

Mãos ao alto
Lars Lerup
 
 
73
 
 

As duas carreiras de Louis I. Kahn
Michael Bell
 
 
83
Leia um trecho
Leia um trecho
Você aborda a análise do entorno do edifício da mesma maneira, tentando compreender a sua essência?

Considerando a forma e o desenho, um cria o outro?

"Sempre se deve explorar o caráter do sítio, a sua essência, porque o sítio está lá. Não há como jogar um edifício em algum lugar, desconsiderando a influência do que o rodeia. Sempre há uma relação.

Forma não tem configuração, nem dimensão. Forma simplesmente tem um caráter e uma qualidade. Suas partes são inseparáveis. Se você retira alguma parte, a forma se desfaz. Isso é forma. Desenho é uma tradução material disso. Forma tem existência, mas não tem presença, e o desenho traz à presença. Como a existência é uma construção mental, é o desenho que a torna tangível. Se você for capaz de elaborar o que poderia ser chamado de desenho-forma - um desenho que, de alguma maneira, expresse o caráter -, você poderá demonstrar isso.

Quando um pastor me perguntou como eu faria uma igreja unitarista, simplesmente fui até o quadro e lhe mostrei, sem nunca ter visto uma igreja dessas antes. E, no entanto, eu não fizera um desenho arquitetônico. Eu fizera um desenho-forma, um desenho que expressava o caráter, e algo mais. Vou descrever como era esse desenho. Aqui há um ambulatório, aqui há um corredor, e aqui há uma escola. O ambulatório é para o homem que ainda não se convenceu. "Preciso refletir. Eu não sei se quero entrar nessa igreja." Esse homem pode ser católico, ou judeu, ou protestante, mas, veja, ele somente irá à Igreja Unitária quando sentir que quer ouvir. Por isso, o ambulatório. Esse é um desenho-forma. Ele expressa o caráter."

Louis I. Kahn


Introdução:
Lou: um ícone

Desde que, na primavera de 1968, Lou Kahn conversou com os estudantes da Rice School of Architecture, um ano antes da primeira edição deste livro, passaram-se três décadas, praticamente uma geração.
Os jovens que aparecem nessa fotografia, sentados sob o sol de Houston, tão hirtos em suas camisas brancas, parecem mesmo ser de um tempo que já passou; mas Lou permanece, atemporal.

Dois livros haviam sido publicados um ano antes des-se encontro, os oportunos New Brutalism, de Reyner Banhan, e Complexity and Contradiction in Architecture, de Robert Venturi. Ambos confrontavam-se com as propostas da corrente dominante da arquitetura daquela geração, e, embora divergentes em relação às suas posições teóricas, traziam em comum uma referência significativa a Lou Kahn: a sua presença a unir aquelas ideologias autônomas e a legitimar aspectos de seus então provocativos pontos de vista.

Lou Kahn, o único americano a participar do X CIAM em Otterlo, e os valores incorporados na obra de seus admiradores - que conformavam o chamado Team 10 -, eram realmente as nossas maiores referências em 1968, quando eu acabara de me formar e me tornara o mais jovem professor da Rice School of Architecture. Eles defendiam uma atitude mais inclusiva em relação à história e ao caráter local, e mais respeitosa em relação à cultura popular. Robert Venturi, colega mais jovem de Kahn, e meu orientador em Yale naquele ano, partia dessas mesmas idéias ao sugerir que a arquitetura vernacular americana poderia ser compreendida como uma releitura, ainda que se distinguisse de Kahn ao considerar relevantes tanto Roma, quanto Las Vegas.

Algo secundário, mas talvez irônico, é que a arquite-tura de Lou Kahn seja tão distante da paisagem de Houston daqueles dias: ele nunca construiu um edifício comercial, mas anteviu espaços que ampliavam a relação entre edifícios e contexto, profeticamente falando de "necessidades cívicas" e de como "poderemos ter uma cidade sem arquitetura, o que será uma não-cidade".

Lou Kahn nos transmite a idéia de que a Arquitetura deve ser uma força empreendedora, tanto na escala do ambiente, quanto na das interações humanas, quando nos fala das "instituições do homem", ou de como "edifícios devem ser fiéis à sua natureza" e "arquitetos devem reconhecer que têm outros direitos... seus próprios direitos." Por isso os edifícios devem manifestar uma intenção, e são os arquitetos que lhas atribuem: uma terrível responsabilidade e um indiscutível desafio.

É esse aspecto transcendental da visão de Kahn que permanece como aspecto central de sua trajetória de criação do ambiente construído. Seu livro Function trouxe à discussão noções de significado e intenção, de usos da história e de representação formal que viriam a ser o cerne do debate pós-modernista das décadas de 70 e 80, transcendendo sua própria obra. Segundo o que diz nessas páginas, o passado vívido deve ser considerado não como uma questão de estilo, mas como elemento integrante e sempre renovado no processo de criação.

De novo os dizeres de Lou Kahn atravessam três dé-cadas. Sua sensibilidade, continuadamente, é uma referência para as novas gerações de estudantes vestindo camisas brancas, e de arquitetos: seus valores e ideais permanecem como postulados.

Quando preparei a primeira edição deste livro, em 1969, minha intenção era responder à natureza poética do discurso de Kahn, tomando suas palavras - gravadas, mas inéditas -, e reconstruindo sua presença física em versos livres, ou algo semelhante, numa tentativa de representar visualmente o ritmo com que Kahn expressava suas idéias. Agradeço a Dung Ngo por manter esse formato, agradeço a Lars Lerup e a Kevin Lippert por essa publicação atualizada, e a Princeton Architectural Press, que, sob vários aspectos, é, para esta geração, o que o editor especial da primeira publicação, o já falecido George Wittenborn, era para a nossa, em 1969.

Peter Papademetriou

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Flávia Gobbato
Aborda questões de ensino da arquitetura e urbanismo através da exposições de experiências de Louis I Kahn.
Bom livro para refletir sobre o ensino da arquitetura e urbanismo em diversos aspectos.