Do diagrama às experiências, rumo a uma arquitetura de ação

Atualmente nos encontramos em um período de profunda transformação produtiva, social e de valores. Na arquitetura, além do avanço dos sistemas de representação arquitetônica e da evolução dos tipos construtivos, manifesta-se cada vez mais a necessidade de uma renovação profunda da teoria e da crítica.

Este livro apresenta uma refundamentação teórico-prática da arquitetura a partir da vinculação explícita de três eixos instrumentais ligados a ela: os diagramas, as experiências e as ações. Por meio da exploração de conceitos, ferramentas e casos práticos emblemáticos, Josep Maria Montaner disseca, de um lado, o caráter abstrato das criações arquitetônicas que vêm sendo projetadas por meio dos diagramas, e de outro, a complexidade das experiências vivenciais e a intencionalidade das ações coletivas e criativas que buscam uma intervenção mais ativa e ética sobre a realidade. Um estudo que aproxima a arquitetura e o urbanismo da filosofia, da sociologia, da antropologia e da geografia, obrigando-os a sair dos limites de sua própria abstração e, finalmente, abrindo espaço para a experiência como contraponto ao despotismo da razão e do olhar único.

Descrição técnica do livro:

15 x 21 cm
192 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788584520862
Brochura
2017


Descrição
Descrição

Detalhes

Atualmente nos encontramos em um período de profunda transformação produtiva, social e de valores. Na arquitetura, além do avanço dos sistemas de representação arquitetônica e da evolução dos tipos construtivos, manifesta-se cada vez mais a necessidade de uma renovação profunda da teoria e da crítica.

Este livro apresenta uma refundamentação teórico-prática da arquitetura a partir da vinculação explícita de três eixos instrumentais ligados a ela: os diagramas, as experiências e as ações. Por meio da exploração de conceitos, ferramentas e casos práticos emblemáticos, Josep Maria Montaner disseca, de um lado, o caráter abstrato das criações arquitetônicas que vêm sendo projetadas por meio dos diagramas, e de outro, a complexidade das experiências vivenciais e a intencionalidade das ações coletivas e criativas que buscam uma intervenção mais ativa e ética sobre a realidade. Um estudo que aproxima a arquitetura e o urbanismo da filosofia, da sociologia, da antropologia e da geografia, obrigando-os a sair dos limites de sua própria abstração e, finalmente, abrindo espaço para a experiência como contraponto ao despotismo da razão e do olhar único.

Josep Maria Montaner (1954) é doutor em arquitetura e professor catedrático do Departamento de Composição Arquitetônica da Escola Tècnica Superior d’Arquitetura de Barcelona (ETSAB-UPC). Já foi professor convidado em diversas universidades da Europa, América e Ásia e é autor de inúmeros artigos e publicações, como Sistemas arquitetônicos contemporâneos (2015), A modernidade superada (2011), Arquitetura e política (2014, com Zaida Muxí), Arquitetura e crítica (2014) e Do diagrama às experiências (2017), também publicados pela Editora Gustavo Gili. Colaborador habitual de revistas de arquitetura e do jornal espanhol El País, em junho de 2015 foi nomeado conselheiro de habitação e conselheiro distrital de Sant Martí na Prefeitura de Barcelona.

Índice
Índice

Índice

INTRODUÇÃO

DIAGRAMAS
Conceitos
Ferramentas
Estudos de caso

EXPERIÊNCIAS
Conceitos
Ferramentas
Estudos de caso

AÇÕES
Conceitos
Ferramentas
Estudos de caso

CONCLUSÕES

Agradecimentos e notas
Bibliografia complementar
Créditos das ilustrações
Índice onomástico

Leia um trecho
Leia um trecho

Trecho da introdução

INTRODUÇÃO

Atualmente nos encontramos em um período de profunda transformação produtiva, social e de valores, em que há um avanço dos sistemas de representação, uma evolução dos tipos arquitetônicos e em que se requer uma renovação da teoria e da crítica. Por isso, este livro apresenta uma necessária refundamentação teórico-prática da arquitetura.

Essencialmente, o trabalho dos arquitetos consiste em antecipar formas (novas ou recicladas) destinadas a satisfazer necessidades futuras. Para que o projeto possa ser desenvolvido, é preciso conhecer o máximo possível a realidade e o contexto em que se atua e prever os usos e experiências das pessoas em relação aos espaços. O arquiteto transforma solicitações funcionais, sociais, simbólicas, materiais e contextuais em um projeto que por fim se materializa em formas. Para projetar, o arquiteto registra e interpreta os dados da realidade utilizando diversas ferramentas – croquis, desenhos, diagramas, planos, representações e maquetes – que lhe permitem passar dos conceitos e ideias para as formas do projeto.

Por tudo isso, este livro surge da intenção de relacionar três conceitos instrumentais ligados à arquitetura: diagramas, experiências e ações. O próprio título do livro enfatiza seu caráter intencional e vetorial: Do diagrama às experiências, rumo a uma arquitetura de ação. Trata-se de uma análise que tem como objetivo fazer uma síntese contemporânea capaz de combinar a tradição da abstração, as complexas e essenciais interpretações das experiências humanas e as intenções, ações e práticas dos criadores e entidades coletivas para uma intervenção ativa e ética que procure melhorar a realidade. Ao longo destas páginas serão analisadas diversas experiências contemporâneas de projeto arquitetônico e urbano, escolhidas por seu valor emblemático, com a finalidade de aproximar e conciliar o caráter abstrato e conceitual das representações e criações (por meio dos diagramas) com as aspirações e percepções da vida (ou seja, as experiências vivenciais) e com as ações deliberadas em direção a um futuro melhor. Para isso foi construído um discurso à base de conceitos, ferramentas e estudos de caso que permite compreender as maneiras contemporâneas de ver e projetar a arquitetura.

Neste momento crucial, na segunda década do século xxi, o saber arquitetônico acumulado até hoje necessita de uma reformulação a partir dos novos dados da realidade. É preciso superar a rigidez disciplinar para promover mecanismos de ação mais versáteis e adaptáveis, que sejam capazes de se transformar, que favoreçam uma arquitetura baseada na igualdade de direitos, que sejam uma expressão da diversidade, realizados de forma participativa e tendo como objetivos o reequilíbrio ecológico e a sustentabilidade. A arquitetura avança e evolui enquanto um saber interdisciplinar, e não como uma disciplina fechada e autossuficiente.

O conceito de diagrama

A premissa inicial do livro é a de que, atualmente, a abstração é expressa por meio de sistemas diagramáticos que, apesar de suas ambiguidades e limitações, constituem um instrumento inicial adequado para o conhecimento da realidade e para a criação dentro de um contexto em que o saber arquitetônico corre o risco de ficar aprisionado na própria nostalgia, longe da complexidade da sociedade, incapaz de se tornar um saber evolutivo. Como ponto de partida e quando são capazes de interpretar vetores, fenômenos e desejos da realidade, os diagramas podem ser um bom instrumento para examinar e enriquecer os aspectos sociais, culturais e discursivos da prática arquitetônica. Neste livro, os diagramas são tomados como um ponto inicial, na medida em que se considera que a arquitetura e o urbanismo não podem avançar sem o esforço humano da abstração.

Existem interpretações bastante diferentes dos diagramas enquanto conceito e ferramenta, que, ao longo do texto, serão desenvolvidas com o objetivo de apresentar uma nova proposta e uma nova definição de diagrama. Na verdade, o próprio conceito de diagrama traz sua possibilidade de abertura, o fato essencial de que seus significados não estão definidos, e sim em constante transformação. [...]

Copyright del texto: sus autores
Copyright de la edición: Editorial Gustavo Gili SL

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