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Conversas com Jean Prouvé

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Distante de posições teóricas puras, Jean Prouvé (1901-1984) foi um trabalhador braçal para quem o fazer e o pensar constituíam uma mesma coisa: a mão e a mente atuando juntas em uma ida e volta contínua da máquina para o projeto. Sua capacidade criativa estava embasada na verificação constante de idéias abstratas na execução concreta, e em como ambas se influenciavam reciprocamente.

Este livro reúne uma série de conversas entre Jean Prouvé e Armelle Lavalou, mantidas entre outubro e dezembro de 1982. Nelas, Prouvé repassa sua vida profissional, desde seu aprendizado como ferreiro, passando por sua experiência como empresário, até seus projetos mais conhecidos. O resultado é um texto que nos oferece não apenas um testemunho sincero de sua maneira de trabalhar, como também o retrato de uma época.

Descrição técnica do livro:

14 x 20 cm
96 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788425219962
Brochura
2005
Descrição
Descrição

Detalhes

Distante de posições teóricas puras, Jean Prouvé (1901-1984) foi um trabalhador braçal para quem o fazer e o pensar constituíam uma mesma coisa: a mão e a mente atuando juntas em uma ida e volta contínua da máquina para o projeto. Sua capacidade criativa estava embasada na verificação constante de idéias abstratas na execução concreta, e em como ambas se influenciavam reciprocamente.

Este livro reúne uma série de conversas entre Jean Prouvé e Armelle Lavalou, mantidas entre outubro e dezembro de 1982. Nelas, Prouvé repassa sua vida profissional, desde seu aprendizado como ferreiro, passando por sua experiência como empresário, até seus projetos mais conhecidos. O resultado é um texto que nos oferece não apenas um testemunho sincero de sua maneira de trabalhar, como também o retrato de uma época.

Armelle Lavalou
Índice
Índice

Índice de conteúdos:


Prefácio

Operário ferreiro
Da Rua General Custine a Maxéville
A autogestão em Maxéville
Móveis
Lods e a Maison du Peuple
Os conjuntos habitacionais
A grande indústria
Industrialização / Pré-fabricação
As casas
Le Corbusier
O fim das oficinas
Depois de Maxéville
Da criação à execução
Professor no Conservatório Nacional
de Artes e Ofícios
Arquiteto?
Rua dos Blancs-Manteaux
O mundo dos arquitetos
A arquitetura pelo lado direito...
 
Leia um trecho
Leia um trecho


Texto do prefácio:

'Prefácio

Um refrão concluía algumas de nossas entrevistas: 'Viu só? Comigo é sempre assim, pulando de um assunto para outro.' De fato, Prouvé era muito dinâmico. Estávamos em 1982, ele tinha oitenta anos. Naquele outono, preparávamos, Jean-Paul Robert e eu, a exposição 'Jean Prouvé, a imaginação construtiva', organizada por iniciativa de François Chaslin. A inauguração seria em 27 de fevereiro de 1983, no Instituto Francês de Arquitetura. Era a primeira manifestação importante na França após aquela do Museu de Artes Decorativas de Paris, dirigida por Ionel Sechein em 1964. Estas entrevistas deviam servir de subsídio para a proposta da nova exposição e talvez resultassem em uma publicação. Não foi o que aconteceu1, nem tampouco foi realizado o vídeo que fora cogitado: 'Um vídeo? Vocês estão loucos! Vão gastar todo o seu dinheiro comigo. Nossa, eu vou ter de estar inspirado neste dia...'

E Prouvé estava inspirado. Envolveu-se no jogo do mesmo jeito que nós. Durante dois meses, de meados de outubro a inícios de dezembro, encontrávamos todas as semanas ou quase, na Rua dos Blancs-Manteaux, em Paris, ou em Nancy, na sua residência lá no alto, pouco abaixo do Haut-du-Lièvre. Quando em sua casa, naquela casa de bricabraque, como ele a descrevia, naquele lugar maravilhoso, com as paredes recobertas por quadros de seu pai e de seus amigos – lembro-me também de um móbile de Calder –, lá estávamos em um exercício de estilo que na verdade não era um exercício de estilo. Madeleine Prouvé, às vezes presente, de tempos em tempos esclarecia uma coisa ou outra, datas, nomes ou algum comentário a propósito do marido. Ela havia sido aluna de Victor Prouvé, o pai de Jean, fundador, juntamente com Gallé, da Escola de Nancy. Conhecia perfeitamente esta história2, além de sua própria história. Um gravador sobre a mesa diante de nós era rapidamente esquecido, a tal ponto que em duas ocasiões nem me lembrei de virar a fita. Eu tomava notas, de vez em quando Prouvé pegava meu lápis para desenhar um sistema construtivo, explicar algum procedimento. E assim ele expressou suas idéias por quase uma dezena de horas. Sem se preocupar com a cronologia, em longas digressões, apartes sobre isto ou aquilo, algumas alfinetadas, retornos freqüentes aos anos Maxéville e à perda da sua fábrica. Falou horas a fio, lentamente, pausadamente, fazendo seus famosos croquis, sugestivo e ambíguo, um sorriso no canto dos lábios. Passou em revista toda a sua vida: quase um século.

O reconhecimento chegava tarde e, com ele, um cortejo de recordações, algumas ainda em carne viva. Será esta a razão da ausência de Prouvé no dia da abertura da exposição? Já doente, ele morreu quase um ano depois, em 23 de março de 1984.

Inútil comentar o que contêm estas páginas, algumas luminosas. Apenas alguns esclarecimentos. Foi feita uma ampla reorganização cronológica dos depoimentos, porém com estrito respeito ao que foi dito. Os assuntos abordados repetidas vezes foram 'reconfeccionados', também o mais fielmente possível. Algumas considerações demasiado ásperas foram suprimidas a pedido do próprio Prouvé. Tomei emprestado da conferência que ele proferiu no Centro Pompidou, em 18 de fevereiro de 1981, e do filme Jean Prouvé, constructeur, realizado por Guy Olivier e Nadine Descendre para a Antenne 2, seis explicações úteis para elucidar o seu pensamento. Por fim, foram transcritas duas passagens de seus cadernos de anotações e memórias. Tratam de seus começos como ferreiro e do papel que desempenhou como presidente do júri do Beaubourg, que viria a ser o Centro Georges Pompidou. Restam, entretanto, ausências e obscuridades; um dos silêncios mais flagrantes diz respeito ao papel de Prouvé no seio da União dos Artistas Modernos.

Uma vida não se resume a dez horas de entrevistas. Por trás destas linhas se esboçam uma pessoa, um criador e uma época.

Armelle Lavalou'


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