Caneta e tinta
Artistas contemporâneos, técnicas atemporais

Um livro de James Hobbs

O que o desenho à tinta tem que outras técnicas artísticas não têm? Provavelmente a pureza encantadora da tinta no papel, que permite ao artista jogar com precisão, criatividade e aleatoriedade inigualáveis. Depois do sucesso de Desenhar e Aquarela, livros de Helen Birch publicados também por esta série, James Hobbs segue a mesma fórmula didática e altamente inspiradora para apresentar os fundamentos técnicos do desenho com uso de tintas. Explorando cerca de 100 exemplos, que vão desde o uso mais tradicional do nanquim preto até propostas que combinam outras técnicas e cores, o livro traz obras de alguns dos mais renomados ilustradores da contemporaneidade. Este material prático de referência gráfica nos permite mergulhar nos métodos e estilos da maneira muito estimulante: por meio da inspiração visual dos melhores artistas.

Descrição técnica do livro:

18 x 12.7 cm
208 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788584520657
Brochura
2016


Descrição
Descrição

Detalhes

O que o desenho à tinta tem que outras técnicas artísticas não têm? Provavelmente a pureza encantadora da tinta no papel, que permite ao artista jogar com precisão, criatividade e aleatoriedade inigualáveis. Depois do sucesso de Desenhar e Aquarela, livros de Helen Birch publicados também por esta série, James Hobbs segue a mesma fórmula didática e altamente inspiradora para apresentar os fundamentos técnicos do desenho com uso de tintas. Explorando cerca de 100 exemplos, que vão desde o uso mais tradicional do nanquim preto até propostas que combinam outras técnicas e cores, o livro traz obras de alguns dos mais renomados ilustradores da contemporaneidade. Este material prático de referência gráfica nos permite mergulhar nos métodos e estilos da maneira muito estimulante: por meio da inspiração visual dos melhores artistas.

James Hobbs é artista e jornalista freelancer. Seus trabalhos já foram selecionados para o Jerwood Drawing Prize e integra diversas coleções europeias. Radicado em Londres, Hobbs é um dos diretores da Urban Sketchers e membro fundador da London Urban Sketchers.

Índice
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Índice visual

O que é caneta e nanquim?
Desenhos
Linhas
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Monocromia
Técnica mista
Fundamentos

Índice de artistas
Índice remissivo   
Agradecimentos

Leia um trecho
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Trecho da introdução

O que é caneta e nanquim?

Caneta e nanquim é uma técnica que resistiu ao teste do tempo. Ela se fundamenta no simples ato de mergulhar um graveto em um pote de líquido pigmentado para traçar uma linha sobre um papel ou outra superfície e, em sua essência, esse processo se manteve inalterado ao longo de vários séculos. O nanquim foi desenvolvido no Egito e na China há mais de 4 mil anos e há séculos tem sido um elemento importante da cultura oriental, por meio da caligrafia e de imagens desenhadas. No Ocidente, essa tradição perdurou através das obras de Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rembrandt, chegando a Picasso, Warhol e Mehretu.

Enquanto os artistas chineses do século VII, digamos, tinham ao seu dispor uma gama limitada de materiais que pudessem ser utilizados em seus esforços criativos, no século XXI há um número imenso (e cada vez maior) de opções para se criar uma obra bidimensional, dentre as quais a mais recente são os aplicativos de desenho para celulares e tablets. Então, por que usar caneta e nanquim hoje em dia?

Sua simplicidade e baixo custo são muito atraentes. Trata-se de uma técnica que pode ser tão modesta quanto um rabisco com uma caneta esferográfica no verso de um envelope. Tão simples quanto uma caneta de ponta fina e uma caderneta de esboços que você pode guardar facilmente dentro da bolsa ou no bolso de um casaco. Certamente não se trata de uma técnica cara, a não ser que você resolva adquirir a maior variedade de produtos disponíveis no mercado.

A intensidade e a permanência do nanquim preto também fazem com que a técnica se destaque. As marcas escuras e opacas aparecem em linhas longas e fluidas, que resistem ao apagamento. O nanquim não requer fixação sobre o papel como algumas técnicas secas. As marcas são fortes e definitivas e você precisa se acostumar com isso.

Trata-se de uma técnica que estimula a trabalhar de forma confiante – você pode fazer um esboço preparatório a lápis para planejar a composição, mas um trabalho premeditado à exaustão provavelmente não terá a vitalidade e a energia de um desenho feito a nanquim desde o início. É uma técnica que serve como um constante lembrete de nossas falhas e, ainda assim, nos oferece armas para contorná-las.

É preciso tempo para acostumar-se a um bico de pena – a forma como ele retém a tinta, o modo como a descarrega e a maneira como reage ao papel. Com uma caneta bico de pena, precisamos descobrir quanto tempo a tinta dura até que precise ser recarregada, bem como a pressão e o ângulo em que seguramos a caneta e como esses fatores afetam a qualidade dos traços que ela produz. O fluxo de tinta constante e mecanizado de uma caneta de ponta sintética ou uma caneta tipo marcador pode ser tanto uma vantagem quanto uma desvantagem, e a imprevisibilidade do traço pode ser uma virtude. Desenhando com gravetos ou canetas de bambu, podemos produzir os traços mais diferenciados.

Eu desenhei a lápis durante anos até começar a usar marcadores pretos. Adoro a qualidade orgânica dos lápis, a grande variedade de tons e espessuras de linha que eles oferecem, mas descobri que prefiro o pretume intenso e o caráter permanente da tinta que sai de uma caneta de ponta grossa e as oportunidades expressivas que esse tipo de material proporciona. Elas me inspiram a ser ousado, a transformar o papel branco em preto de uma maneira que o aspecto rabiscado de um lápis, mesmo os mais macios, jamais conseguiria reproduzir.

Este livro examina a técnica caneta e nanquim de maneira ampla. Atualmente existe uma variedade enorme de canetas descartáveis, algumas recarregáveis ou de ponta dupla; há canetas-tinteiro com cartuchos e reservatórios, nanquim solúvel em água, nanquim colorido e muito mais. Muitos artistas utilizam também pincéis em seus trabalhos com caneta e nanquim, para criar camadas de aguada em nanquim ou acrescentar aquarelas em contraste com as linhas pretas do desenho. Este livro abrange tudo isso.

James Hobbs

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

O que a imprensa disse
O que a imprensa disse

Caneta e tinta. Artistas contemporâneos, técnicas atemporais

(Marcos Barcelos, Design Culture, 04/17)

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