Indicação da parceira: Clique arquitetura sobre o livro O design como storytelling

Por Nadine Voitille- A história contada pelo seu produto / serviço pode ser uma experiência incrível para o usuário. Confesso que o título me deixou intrigada: o que seria “o design como storytelling”? Então, aos poucos, a autora foi explicando, de maneira fácil e simples, o que seria isso.

E é maravilhoso perceber como histórias são contadas o tempo todo: do primeiro contato com um produto ou serviço, à sua compra e recebimento.

Para que você também possa entender o conteúdo deste livro e se apaixonar, como aconteceu comigo, vamos lá:

O design é a solução de problemas e este livro explora as conexões entre storytelling e o design: “histórias descrevem ações e estimulam a curiosidade.... o design, assim como as histórias, transfere informações para dentro da cabeça do leitor”.

Tudo é planejado para que o usuário viva uma experiência: “o processo de tirar um dispositivo da caixa, abrir uma conta bancária ou visitar uma biblioteca”.

  • Título: O Design como Storytelling
  • Autora: Ellen Lupton
  • Editora: GG
  • Nº de páginas: 159

Como o livro é organizado

O livro é dividido em 3 partes, sendo:

Ato 1 | Ação

É subdividida em arco narrativo, jornada do herói, storyboard, regra de três, planejamento de cenários e design ficcional.

Neste capítulo é interessante perceber que um prédio, uma cadeira ou mesmo um cartaz não é estático: percorremos com os olhos ou mesmo caminhando, experimentamos uma jornada que nos é contada por quem criou aquele objeto.

“Uma visita ao shopping center ou ao supermercado pode ser tão excruciante quanto a entrada para Oz”.

Ato 2 | Emoção

Divide-se em: economia da experiência, jornada emocional, co-criação, persona, emoji, cor e emoção.

A frase inicial diz tudo sobre este capítulo: “Uma boa história vai além da representação de uma emoção à distância. Ela nos faz sentir uma carga emocional”.

 

 

Um café gourmet vende uma experiência, por isso é mais caro.

Em uma exposição é possível contar uma história e explorar o sentimento envolvido em cada momento.

Diferentes perfis compram diferentes designs, com a mesma função.

Ato 3 | Sensação

Divide-se em: o olhar, princípios da Gestalt, affordance, economia comportamental e design multissensorial.

“Nossa imagem do mundo a qualquer instante é moldada pelo que queremos fazer”.

“...as paisagens são definidas por caminhos... uma publicação (ou site) é uma rede de corredores e paradas projetada para atrair e orientar a atenção, acelerando e desacelerando o trajeto”.

“Um objeto que desencadeia uma ação é chamado de affordance.”

 

Símbolos e padrões condicionam nossas ações.

 

Minha Opinião - por Arq. Nadine Voitille

O livro O Design como Storytelling me surpreendeu: sua leitura é fácil especialmente porque os exemplos são ótimos.

Apesar de ser voltado para o design, é possível aplicar seus conceitos em qualquer área. Para a arquitetura, o livro deixa clara a importância do profissional na criação de experiências para o usuário: o design do espaço é importante para as vendas de lojas e shoppings; para o sucesso de uma exposição, o caminho percorrido chega a um clímax e depois a uma conclusão. Ou seja: o conhecimento de um arquiteto pode ser explorado para criar cenários que envolvem o usuário e o transportam para dentro de uma aventura.