Indicação da parceira: Arquitetando Ideias sobre o livro A prática do urban sketching

Por Elenara Stein-Um dos hábitos mais prazerosos da vida é viajar, mesmo que seja na própria cidade. Percorrer caminhos com calma, caminhar e parar, olhar e registrar. Não apenas com o celular, mas também com as mãos.

Acha complicado? Pois este pequeno grande guia vai facilitar bastante esta fascinante descoberta da prática do desenho urbano (urban sketching).

O livro tem um formato quase de bolso, é ricamente ilustrado e super didático, com páginas em branco para exercícios práticos, após cada explicação. É um excelente companheiro de passeios e pode ser utilizado sem contra indicações e sem parcimônia. Na versão brasileira não vem acompanhado de canetas (nem sei se vem em outra versão, mas vi a recomendação e repasso). Mas fiquei tão fascinada que, além do lápis comum, comprei quatro canetas artísticas PITT pretas para treinar.

O que é urban sketching?

Existe uma organização chamada de Urban Sketchers com regras e com um blog onde as pessoas podem publicar seus desenhos. Eles organizam encontros para desenhos, mas independente desse movimento, acho um hábito bastante salutar o de captar o que se vê com rascunhos e desenhos.

livro de Jens Hubner

Mas achei bacana que o autor dá várias dicas de como posicionar o desenho, de como fazer um rascunho rápido e depois aprimorar, ensinamentos super interessantes que vão aprimorar a técnica e ajudar a perder o medo de rabiscar.

Livro de Jens Hubner

As espessuras das linhas, as formas de sombreamento que valorizam o trabalho, os detalhes que vão enfatizar prédios e paisagens urbanas com rapidez, detalhando luminosidade e profundidade.

Uma dica super interessante é usar elementos como letras, carimbos e até manchas para personalizar os desenhos. Daí eu já recomendaria usar um bloco de desenho junto ao livro, ou mesmo folhas soltas. Não posso deixar de me lembrar dos inúmeros rascunhos feitos até sobre guardanapos ou em bloquinhos de hotéis durante noitadas ou viagens.

Canetas, lápis e outros meios de desenho

 

Aqui chegamos nas canetas e onde ele mostra o que é possível fazer com canetas de ponta fina (daí que eu não resisti, né), ensinando a desenhar fachadas com elas. O uso da borracha também é enfatizado, cada desenho de babar! E se você pensar que nunca chegará a este nível, saiba que se não treinar, não chegará mesmo. Treinar, treinar, treinar. Riscar infinitamente até que as linhas saiam com leveza e você adquira a sua personalidade de expressão.

Saber usar os lápis aquareláveis também é um dos tópicos. Tenho um conjunto maravilhoso que é o sonho de consumo dos filhos de minhas sobrinhas. Um parêntesis para lembrar que eles deixavam celulares e tablets de lado para desenhar com os lápis aquarela da Tia Elenara. Espero que tenha germinado uma sementinha de vontade de desenhar muito. Uma eu sei que sim, porque já está na metade da faculdade de Arquitetura.

Até o uso de papéis mais escuros é abordado no livro, mostrando que não precisamos ficar apenas no branco comum. E com isso passamos às cores!

Usar cores, usar poucas cores, valorizar a ambientação com cores

Livro de Jens Hubner

Misturar cores, realçar a profundidade com variadas tonalidades. saber usar cores com parcimônia. Enfim, cores são um capítulo a parte na vida e na representação gráfica. Saber usa-las é uma arte e uma sensibilidade que se aprende com exercícios e observação!

Lugares para desenhar

Parece fácil, um lugar que agrade. Mas como representar locais mais calmos ou mais movimentados?  Locais abertos ou ambientes fechados, a rua e seus fluxos. No que prestar atenção e como escolher o melhor local para desenhar? Quando há muito movimento, como captar e transmitir essa sensação de agilidade? Técnicas que podem ser treinadas e agilizadas com dicas do livro.

Temas

Dicas para rascunhar edifícios, meios de transporte em movimento, pessoas (as calungas que dão a escala humana para os ambientes) e seus detalhes anatômicos.

livro de Jens Hubner

Um convite à prática do desenho urbano. Recomendo