Indicação do parceiro: Visuarea sobre o livro A linguagem das cidades

Por João Taboada-A Linguagem das Cidades é um livro essencialmente filosófico. Ele tem aquele tipo de texto que nos faz perder a noção do tempo, entretidos, pensando, refletindo...

Deyan Sudjic, o autor, britânico e diretor do Design Museum de Londres, nos convida, neste material, a repensar as cidades dentro de seus vários aspectos e possibilidades. A despeito do nome, A Linguagem das Cidades não fala sobre comunicação e nem linguística, mas sobre o urbanismo e dentro de um ponto de vista mais reflexivo, questionador.

Estruturalmente, o livro é dividido em seis capítulos, que são:
• O que é uma cidade
• Como fazer uma cidade
• Como mudar uma cidade
• O governo de uma cidade
• A ideia de uma cidade
• As multidões e seu mal-estar

Veja que para entender uma cidade como ela é, para o autor, é necessário discuti-la sobre diversas perspectivas e, para defender seus pontos de vista, Deyan Sudjic se utiliza de diversos fatos históricos e geográficos. E, apesar de não ser um livro técnico, A Linguagem das Cidades traz uma quantidade expressiva de informações sobre as cidades mencionadas, enveredando por seus aspectos demográficos, as características de sua localização, os motivos e as circunstâncias em que foram construídas, dentre outros. São Paulo, Tóquio e Londres (com seu centro financeiro intitulado Canary Wharf, considerado um dos mais poderosos do mundo), são cidades que, volta e meia, são mencionados na publicação.

A Linguagem das Cidades me soa, assim, como uma aula de história e geografia conjugadas em que o foco são as concentrações urbanas. Não é, necessariamente, um livro para técnicos ou estudiosos de arquitetura e urbanismo, mas um material que pode ser lido por qualquer pessoa que se interesse por estes assuntos, pois é cheio de curiosidades relacionadas a igrejas, praças, monumentos, edifícios e construções urbanas, além dos elementos já citados, que são os motivos e os fatos históricos que levaram as cidades abordadas a se tornarem o que são.

São pouco mais de 250 páginas, portanto, não é uma leitura da noite para o dia, mas um entretenimento para muitas noites e finais de semana e que merece uma releitura algumas vezes mais. Ajeite-se no sofá e aproveite esta deliciosa e relaxante viagem pelo tempo e pelo mundo entendendo A Linguagem das Cidades. Forte abraço.