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Indicação da parceira: Arquitetando Ideia sobre o livro Reportagem ilustrada

Por Elenara Leitão- Quando criança escutei uma antiga piada sobre qual seria a profissão que restaria no céu. Jornalismo era a resposta, e a conclusão lógica é que, satisfeitas todas as necessidades, restaria a imensa vontade de saber o que o pessoal de cada céu andava fazendo.

Lógico que eu era pequena antes do aparecimento da internet e das redes sociais. Hoje com o imenso acesso à todo tipo de informação, resta o que ao jornalismo? Separar o joio do trigo, mostrar aquele discernimento e visão que apenas um profissional habilitado sabe buscar. E não apenas por vozes ou palavras, mas muito dos acontecimentos são passado em forma de imagens. Sejam elas por meio fotográficos ou por ilustrações. E são essas últimas, que nos mostram a "história por meio de um imaginário registrado à mão livre", o tema deste livro cheio de informações relevantes chamado:

 

Reportagem ilustrada, do desenho ao jornalismo: princípios básicos, técnicas e recursos.

 

Em sete capítulos, que vão desde o histórico das ilustrações de reportagem ao como se tornar um jornalista visual, passando por técnicas, linguagem e como criar uma narrativa, fazemos uma viagem pelo fascinante mundo da comunicação visual.

Aí vocês me perguntam: mas em tempos de extrema exposição, onde fotografias são tiradas a todo instante, voam pelas nuvens e estão nos sites de jornais, retratando tudo o que acontece, qual o papel do desenho a mão livre no jornalismo? Não ficará restrito ao locais e ocasiões onde as câmeras são proibidas ( sim, estes locais existem)? Pois é justamente na oferta quase exagerada de imagens que vejo uma vertente que noto também nas apresentações de arquitetura. Depois da saturação da imagem digital e sua impressionante semelhança com a realidade, acompanho um interesse pela volta aos croquis e sketches a mão livre. E fico lembrando de imagens que já vi em jornais e revistas, onde os traços do autor, me revelavam o que ia ler, com mais precisão do que uma foto.

É o que encontro nas fascinantes histórias que muitos ilustradores contam de seus trabalhos, suas técnicas e como captam momentos que outros recursos não conseguiriam com tanta riqueza de percepção.

Muitos dos trabalhos de ilustração são feitos em pequenos cadernos que permitem agilidade, outros já usam meios digitais como o que ilustra a capa do livro, que foi feito em um aplicativo em um IPad. Em todos, independente dos materiais e técnicas utilizadas, uma mistura de informação e arte, um retrato do nosso tempo sob o olhar afiado de um profissional que usa seu instinto e visão peculiar de retratar a realidade.

E tem muito mais porque, além da parte artística, mostra a parte prática de como trabalhar na área, falando de orçamentos, como criar um portfólio e como conseguir trabalhos (sempre a parte mais importante para prosseguir em uma profissão).