Aquarela para urban sketchers
(Redação, Publishnews, 05/16)
AccederGraças ao surgimento do urban sketching, a técnica da aquarela vem vivendo um segundo auge em sua história. Apesar de requerer uma habilidade considerável, a pintura com aquarela possibilita que nos entreguemos ao acaso e a surpresas. Trata-se, portanto, de um verdadeiro desafio técnico e expressivo.
Este livro é um manual prático e acessível que o ajudará a fazer parte do mundo da aquarela. As pequenas lições aqui explicam as técnicas fundamentais desse meio – como a aplicação de camadas de tinta e as aguadas –, apresentam os materiais e as ferramentas mais usados, além de truques simples e conselhos sobre questões práticas, narrativas e estilísticas. Com uma abordagem direta e bastante visual, o presente livro oferece conhecimentos muito sólidos sobre a teoria das cores.
A aquarela não é simplesmente uma técnica – é quase uma atitude! Não importa se você é um artista, um urban sketcher ou alguém apaixonado por desenho: familiarizar-se com essa linguagem se tornará um desafio motivador capaz de introduzi-lo a um universo expressivo completamente novo.
Sumário
INTRODUÇÃO
Aquarela: sim ou não?
Uma pintura para o imperador
Goma-arábica: o berço da aquarela
Pigmentos: a matéria da qual os sonhos são feitos
Amarelo e laranja: de camelos e açafrão
Vermelho e roxo: de insetos e caracóis
Azul: de lápis-lazúli, índigo e pastel
Verde: de plantas e venenos
Colorir seus esboços
PRIMEIRAS TENTATIVAS
Múltiplas escolhas: desenhar é decidir
De noite e de manhã: sombras e luz
Preto no fundo: preencher com tinta nanquim
Camada por camada: preenchimento
Misturar cores nas camadas de tinta
Praticar camadas de tinta: sopa de peixe
Aguada: a tinta com vontade própria
O fluxo: aguada graduada
Aguada: outra vez, mas com sentimento!
Um toma lá dá cá: aplicar e remover tinta
Úmido sobre úmido
Combinar técnicas: um pouquinho disso e daquilo
UM PASSEIO PELA TEORIA DAS CORES
De onde vêm as cores?: ciência simples
Organizar as cores
Contraste de cores: os opostos se atraem
Tipos de cor: da South Park aos semáforos
Cor real: o efeito da luz
Cada cor conta uma história: mais vida aos desenhos
Os efeitos das cores: tudo é relativo
Harmonia das cores: simples e complexo
Harmonias análogas, monocromáticas e complementares
Harmonias triádicas e tetrádicas
Harmonia entre cores quentes e entre cores frias
Colecionar cores
Criar harmonias entre as cores: trabalhar com linhas de códigos cromáticos
Saia de sua zona de conforto cromática
Cor e perspectiva: a cordilheira Blue Ridge
SEU PRÓPRIO ESTILO
Menos é mais
Eu e eu mesmo: encontrar o próprio estilo
Estilo e criatividade
Relaxe!: não cobre tanto de suas pinturas
Imaginação versus internet: quem não procura acha
Faça o que importa a você
Prioridades
ELEMENTOS BÁSICOS / FERRAMENTAS
Estojos de pintura
Lápis aquareláveis
Comprar tintas de aquarela
Misturar cores
Tonalidades impossíveis: cores brilhantes
Aquarela tunada: ressaltar as cores
Aquarelas líquidas: a princípio, brilhante; mas depois, pálido
Pincéis
E mais pincéis
Papel
Esticar o papel: a onda permanente
O que tem na minha mochila
POR AÍ
Pintar ao ar livre: tempo ruim
Trocar de perspectiva: outro ponto de vista
Pintar a água
Ar, névoa, fumaça
Poluição e atmosfera
Aliás, o que é beleza?
DICAS E TRUQUES
Composição e design
Manchas e borrões
Espaço negativo: pintar o que não existe
Branco: um caso especial
Estudos, rascunhos e esboços
Desfazer
Fusão de cores: trabalhar à base de uma cor
Trabalhar com papel colorido
Efeitos especiais
Letras e escrita
Layouts, esboços e storyboards
Ilustrações com aquarela
Quanto vale a sua pintura?
Tudo chega ao fim: quando uma pintura está pronta?
Texto da introdução
AQUARELA: SIM OU NÃO?
Quando se pensa em aquarela, a ideia que vem à memória de muitos de nós é a de quadros retratando paisagens, ruínas ou qualquer outro cenário pitoresco.
Embora artistas ingleses dos séculos XVIII e XIX tenham alçado a técnica da aquarela a um patamar de arte sofisticada, ela continua sendo vista por alguns artistas contemporâneos de maneira negativa, com um certo preconceito. Existe toda uma geração que a relegou a um status de menor importância, como se se tratasse de uma técnica de pintura para amadores em busca de um passatempo.
Entretanto, a aquarela é mais do que isso – executá-la requer prática e uma intensa concentração. Depois de o pincel tocar o papel, fica difícil corrigir erros. É nesse sentido que, quando a técnica é aplicada com extrema confiança por parte do artista, o resultado costuma ser bem-sucedido. A aquarela envolve um certo grau de incerteza – e, ao mesmo tempo, nos ensina a ver.
Tendo em vista a facilidade de transportá-la a ambientes externos, a aquarela foi a primeira técnica a permitir que o artista se libertasse de seu estúdio. Afinal, para pintar, você não precisa de tubos de tinta, cavaletes, telas nem de outros dispositivos gigantescos – bastam um estojo de aquarela e papel. Mesmo nos dias de hoje, a aquarela continua sendo um meio que nos leva para fora do estúdio, que nos tira da frente do computador e nos liberta da dependência de carregadores e tantos outros cabos eletrônicos.
Mais do que uma técnica, a aquarela é uma atitude – ela consegue tudo aquilo que quer. De certa forma, é teimosa e anarquista. Para mim, porém, o segredo de usar a aquarela para criar imagens reside em conseguir um bom equilíbrio entre o controle e o desapego. Uma pintura só consegue ser realmente muito boa quando é capaz de nos surpreender – quando revela aquilo que sentimos e que não conseguimos expressar em palavras. Se empregamos uma medida ideal de controle no processo artístico, as qualidades inerentes à aquarela começam a funcionar em nosso favor.
O presente livro tem o objetivo de ensinar técnicas de aquarela e transmitir algumas informações sobre as cores.
No entanto, não queremos oferecer técnicas passo a passo de, por exemplo, como pintar um céu azul. Sempre me pergunto se é realmente possível que alguém aprenda a pintar dessa forma – ou se as pessoas aprendem pintando. Afinal, e se o céu ficar nublado de repente? Este livro pretende abordar os princípios básicos da pintura com aquarela de modo que você possa aplicá-los a tudo aquilo que deseja pintar.
Acho que isso é um pouco como aprender a tocar violão: o mais importante é aprender a posicionar os dedos. A música em si cabe a você escolher.
E não se preocupe: tudo o que você precisa saber sobre cores pode ser aprendido com um estojo de aquarela.
A questão não é, portanto, definir o grau de sofisticação da aquarela como uma técnica de pintura. A aquarela pode ir a qualquer lugar. Ela é autônoma, livre e criativa. Ela transforma o mundo em o nosso estúdio.
Um abraço,
Felix Scheinberger
Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL
(Redação, Publishnews, 05/16)
Acceder«As pequenas lições aqui explicam as dicas fundamentais desse meio – como a aplicação de camadas de tinta e as aguadas –, apresentam os materiais e as ferramentas mais usados, além de truques simples e conselhos sobre questões práticas, narrativas e estilísticas.» (Redação, Publishnews, 05/16)
(Victor Delaqua, ArchDaily, 06/16)
Acceder«Este livro é um manual prático e acessível que o ajudará a fazer parte do mundo da aquarela.»(Victor Delaqua, ArchDaily, 06/16)
(Elenara Leitão, Arquitetando ideias, 06/16)
Acceder« Existem várias técnicas para se registrar momentos e histórias seja na Arquitetura, seja na Arte, seja simplesmente pelo prazer de desenhar. Uma delas é a aquarela.» (Elenara Leitão, Arquitetando ideias, 06/16)
(Nadine Voitille, Clique Arquitetura, 06/16)
Acceder«O livro apresenta técnicas de pintura para quem quer aprender a pintar com aquarela: é organizado em tópicos, descrevendo uma rica teoria sobre cores, trazendo dicas de pintura e desenho.» (Nadine Voitille, Clique Arquitetura, 06/16)
(Mateus Machado, Desenho Online, 07/16)
Acceder«Apesar de requerer uma habilidade considerável, a pintura com aquarela possibilita que nos entreguemos a diferentes ocasiões e a surpresas.» (Mateus Machado, Desenho Online, 07/16)