A modernidade superada
Ensaios sobre arquitetura contemporânea

Longseller

Esta coleção de ensaios propõe uma reflexão sobre os conceitos que alicerçaram tanto a evolução quanto a crise da arquitetura moderna. Por meio de nove textos, Josep Maria Montaner aborda alguns pontos-chave do movimento moderno – como o racionalismo, a atitude de ruptura e a vontade de expressividade – para destacar como foram superadas as insuficiências da modernidade, especialmente nos países nórdicos, na Europa mediterrânea, na América Latina e em outros contextos periféricos.

Este livro, um dos principais clássicos teóricos para entender o movimento moderno na arquitetura, traz esta nova edição cuidadosamente revisada e atualizada, incorporando, além disso, uma nova introdução e um texto inédito que aborda os problemas de conservação do patrimônio arquitetônico moderno.

Descrição técnica do livro:

15 x 21 cm
184 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788565985031
Brochura
2013 (2ª edição, 3ª tiragem)
Descrição
Descrição

Detalhes

Esta coleção de ensaios propõe uma reflexão sobre os conceitos que alicerçaram tanto a evolução quanto a crise da arquitetura moderna. Por meio de nove textos, Josep Maria Montaner aborda alguns pontos-chave do movimento moderno – como o racionalismo, a atitude de ruptura e a vontade de expressividade – para destacar como foram superadas as insuficiências da modernidade, especialmente nos países nórdicos, na Europa mediterrânea, na América Latina e em outros contextos periféricos.

Este livro, um dos principais clássicos teóricos para entender o movimento moderno na arquitetura, traz esta nova edição cuidadosamente revisada e atualizada, incorporando, além disso, uma nova introdução e um texto inédito que aborda os problemas de conservação do patrimônio arquitetônico moderno.

Josep Maria Montaner (1954) é doutor em arquitetura e professor catedrático do Departamento de Composição Arquitetônica da Escola Tècnica Superior d’Arquitetura de Barcelona (ETSAB-UPC). Já foi professor convidado em diversas universidades da Europa, América e Ásia e é autor de inúmeros artigos e publicações, como Sistemas arquitetônicos contemporâneos (2015), A modernidade superada (2011), Arquitetura e política (2014, com Zaida Muxí), Arquitetura e crítica (2014) e Do diagrama às experiências (2017), também publicados pela Editora Gustavo Gili. Colaborador habitual de revistas de arquitetura e do jornal espanhol El País, em junho de 2015 foi nomeado conselheiro de habitação e conselheiro distrital de Sant Martí na Prefeitura de Barcelona.

Índice
Índice

Sumário

Prólogo à nova edição

Arquitetura e mímese: a modernidade superada
Espaço e antiespaço, lugar e não lugar na arquitetura moderna
O racionalismo como método de projeto: progresso e crise
A expressão na arquitetura posterior ao movimento moderno
Tipo e estrutura. Eclosão e crise do conceito de tipologia arquitetônica
Modernidade, vanguardas e neovanguardas
O lugar metropolitano da arte
A fragilidade da arquitetura moderna: paradoxos tecnológicos, funcionais e simbólicos em sua reabilitação
A beleza das arquiteturas ecológicas

Nota bibliográfica
Índice onomástico

Leia um trecho
Leia um trecho

Trecho da introduçâo

Prólogo à nova ediçâo

São muitos os objetivos desta edição revista e ampliada do livro A modernidade superada, escrito entre 1994 e 1996 e publicado em 1997.

Um primeiro objetivo é reeditá-lo tal como se costuma fazer com ensaios que – muito citados e analisados, em escolas de arquitetura, teses de doutorado, resenhas ou blogs – se converteram em clássicos. Reeditar significa eliminar o que foi superado com o passar do tempo e das modas. No nosso caso concreto, isso se aplica ao ensaio “Bem além do minimalismo”, já apresentado em versões diferentes em livros posteriores, como As formas do século XX (2002) e Sistemas arquitetônicos contemporâneos (2009), ambos publicados por esta editora. Reeditar também implica refazer aquilo que ainda é válido, mas que com o passar dos anos precisa ser ampliado e atualizado, como é o caso do ensaio “A beleza das arquiteturas ecológicas”, reescrito à luz de muitas contribuições: conceitos, tendências e também boas práticas recentes.

Nesta nova edição, acrescentamos um ensaio escrito posteriormente – “A fragilidade da arquitetura moderna”, sobre as dificuldades enfrentadas na sua conservação e revitalização –, mas que casa perfeitamente com os objetivos de A modernidade superada.

Por último, era também importante escrever um texto de apresentação, ausente na primeira edição, mas que hoje pode ser considerado tanto uma introdução como uma recapitulação dos fatos e também das contribuições feitas ao longo dos últimos quinze anos pela teoria da arquitetura ao tema do movimento moderno e sua crise. Trata-se, em suma, de reafirmar o objetivo inicial deste livro: refletir sobre os    conceitos à raiz da evolução e da crise da arquitetura moderna, isto é, à raiz daquilo que o título destaca como a sua superação.

Os nove ensaios que, com a introdução, compõem agora este livro centram-se em nove temas: a superação da abstração e o retorno à mímese, tomando-se como referência a obra de Lina Bo Bardi; a evolução do espaço moderno até a sua relação com o lugar, distinguindo-se os conceitos de espaço e de antiespaço, de lugar e de não lugar; a evolução e a crise do conceito de racionalismo, mantido e superado ao mesmo tempo; a vontade de expressão na arquitetura moderna a e busca de uma nova monumentalidade; os conceitos de tipo e estrutura como ferramentas de análise e projeto; a crise do conceito de vanguarda e a insistência na busca da novidade e da ruptura; o lugar metropolitano da arte contemporânea; a fragilidade da arquitetura moderna ante a necessidade de uma mudança de uso e readequação; e, por fim, os enfoques da arquitetura moderna frente aos problemas ambientais. Nove temas que caracterizam questões-chave da evolução, crise e superação da arquitetura moderna e que exigem a reescrita de uma história recente, construída de maneira demasiado homogênea, mecânica e linear.

Ao mesmo tempo, esses vários ensaios ressaltam o fato de que foi a América Latina a desenvolver uma modernidade mais criativa e mais contextualizada. De fato, os textos referem-se especialmente à arquitetura dos países do sul da Europa (Itália, Espanha e Portugal), além da Finlândia e dos países latino-americanos, já que foi precisamente em contextos periféricos que se superaram mais expressivamente as insuficiências da modernidade de caráter universalista, cerne do movimento moderno. Uma modernidade predatória, que só pôde renovar-se ao abandonar seus dogmas e esquemas eurocêntricos, ao reconhecer a diversidade e a qualidade das experiências fragmentárias e locais.

Essa modernidade, que poderíamos denominar superada ou aclimatada, sustentável, específica, enraizada, crítica, assumida ou apropriada, manifesta-se de maneira completa nas obras de Luis Barragán, no México, de Carlos Raúl Villanueva, na Venezuela, de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi e Paulo Mendes da Rocha, no Brasil, de Rogelio Salmona, na Colômbia, de Alvar Aalto, na Finlândia, de José Antonio Coderch, na Espanha, e de Álvaro Siza, em Portugal. Todos são arquitetos que tomaram suas obras como autênticos microcosmos. Foram esses autores ditos periféricos que se converteram em referências para a arquitetura contemporânea internacional. [...]

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

O que a imprensa disse
O que a imprensa disse

A modernidade superada

(Redação, Vitruvius, 10/2013)

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«Esta coleção de ensaios propõe uma reflexão sobre os conceitos que alicerçaram tanto a evolução quanto a crise da arquitetura moderna.» (Redação, Vitruvius, 10/2013)

A modernidade superada

(Redação, Arq!Bacana, 04/13)

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«O autor aborda, por meio de nove textos, pontos importantes do movimento moderno na arquitetura, como o racionalismo, a atitude de ruptura e a vontade de expressividade. Além disso, a publicação busca destacar como foram superadas as insuficiências do modernismo.» (Redação, Arq!Bacana, 04/13)

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