A câmera de Pandora
A fotografi@ depois da fotografia

Um livro de Joan Fontcuberta

 

Onde comprarR$59,50

Oprimida pela tecnologia digital e deslocada de suas funções essenciais, a fotografia se transformou em outra coisa. Diante do desconcerto ou da cegueira, Joan Fontcuberta esmiúça aqui o que sobra: os restos da autenticidade, os restos do documentário, os restos de alguns valores que fizeram com que a fotografia moldasse o olhar moderno e contribuísse para a nossa felicidade. Fiel ao princípio de que uma fotografia vale mais do que mil mentiras, Fontcuberta elucida a natureza da nova fotografia (digital) e seus extravios. Daí derivam reflexões críticas e evocações poéticas que rastreiam os empenhos de uma pós-moderna câmera de Pandora que já não se limita a descrever nosso entorno, mas ambiciona pôr ordem e transparência nos sentimentos, na memória e na vida. A arte da luz aspira agora a ser a arte da lucidez.

Descrição técnica do livro:

192 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788565985345
2008
Descrição
Descrição

Detalhes

Oprimida pela tecnologia digital e deslocada de suas funções essenciais, a fotografia se transformou em outra coisa. Diante do desconcerto ou da cegueira, Joan Fontcuberta esmiúça aqui o que sobra: os restos da autenticidade, os restos do documentário, os restos de alguns valores que fizeram com que a fotografia moldasse o olhar moderno e contribuísse para a nossa felicidade. Fiel ao princípio de que uma fotografia vale mais do que mil mentiras, Fontcuberta elucida a natureza da nova fotografia (digital) e seus extravios. Daí derivam reflexões críticas e evocações poéticas que rastreiam os empenhos de uma pós-moderna câmera de Pandora que já não se limita a descrever nosso entorno, mas ambiciona pôr ordem e transparência nos sentimentos, na memória e na vida. A arte da luz aspira agora a ser a arte da lucidez.

Joan Fontcuberta (Barcelona, 1955) tem exercido uma atividade multidisciplinar no mundo da fotografia: criador, crítico, docente, editor e curador de exposições. Em 2010 foi publicado, também por esta editora, o livro O beijo de Judas. Fotografia e verdade, que se tornou um clássico e foi o germe da presente obra, em que o autor analisava o declínio da fotografia analógica e antecipava as mudanças que a fotografia digital traria consigo. Em 2011 ganhou o Prêmio Nacional de Ensaio de Espanha e, em 2013, o Prêmio Internacional de Fotografia Hasselblad.

Leia um trecho
Leia um trecho

Texto do prefácio

Prefácio
De Juan Esteves

Joan Fontcuberta propõe um novo entendimento ao analisar certos paradigmas relacionados à imagem tradicional em transição para as novas plataformas, significativamente alterados pela tecnologia digital e pelos novos parâmetros imagéticos que estão se estabelecendo.

Traz, sem formular regras, provocações quanto ao abandono da preservação da nossa memória e uma obsessiva postura contemporânea com relação ao presente imediato que se opõe visivelmente a uma busca ontológica. Discute, com lucidez própria, a impossibilidade de reunir, de maneira coerente, os diferentes fragmentos dessa mesma memória.

Para o autor, a tecnologia fornece uma nova percepção da imagem, embora nossa compreensão permaneça distante e utópica. Cuidamos apenas do presente, e este se revela de maneira vertiginosa, sem a devida meditação, vítima de uma velocidade que não permite sua assimilação mais profunda.

No fomento desses novos paradigmas, Fontcuberta identifica algumas etapas, como a relacionada com a criação dos pixels e uma outra, a partir do surgimento da internet e da criação das redes sociais, mas principalmente questiona quais serão os novos compartimentos que irão abrigar uma memória que está prestes a contar com 200 anos de produção fotográfica.

A produção da imagem digital se tornou incessante e múltipla, traduzida em inúmeras vertentes: a lúdica, a de caráter comunicacional, a de sentido antropológico e a que reflete um mundo extremamente narcisista – a vasta produção de autorretratos, por exemplo, bem como de uma infinita gama de terminologias que tentam explicar o que é a fotografia hoje, cujas definições estão longe de ser claras e compreensíveis.

Na contrapartida dessa corrente, ele identifica a diferença entre a imagem tradicional, voltada para a realidade, a sinceridade, relacionada a padrões de ética, e aquela mais atual, cuja identidade é sempre posterior aos valores criados ao longo de décadas. Haveria, então, um simulacro instalado no pensamento digital, porque, paradoxalmente, nos custa distanciarmo-nos da memória existente. A imagem nos acompanha nessa espécie de pós-memória, e no entanto, para Fontcuberta, nem deveríamos estar chamando isso de fotografia, quando é apenas aparência e virtualidade.

Fontcuberta, nos artigos aqui compilados, discute com muita pertinência a identidade contemporânea, promovendo uma busca por tudo que sai dessa verdadeira câmera de Pandora imagética que é a fotografia. Quer descobrir e compartilhar uma memória própria, mesmo que esta continue mudando vertiginosamente, mesmo que esta só exista através de uma nova forma de enxergar a realidade.

Copyright dos textos: os autores
Copyright da presente ediçao: Editorial Gustavo Gili SL

O que a imprensa disse
O que a imprensa disse

A câmera de Pandora

(Juan Esteves, Blog Juan Esteves, 06/16)

Acceder

«Joan Fontcuberta propõe um novo entendimento ao analisar certos paradigmas relacionados a imagem tradicional em transição para as novas plataformas, significativamente alterados pela tecnologia digital e pelos novos parâmetros imagéticos que estão se estabelecendo.» (Juan Esteves, Blog Juan Esteves, 06/16)

Resenhas de Cliente

Dê-nos sua opinião

Escrever sua própria revisão

Você está revisando: A câmera de Pandora

Como você avalia este produto? *